Alimentos influenciam em crises de enxaqueca?

A cefaleia é o termo genérico dado em neurologia para qualquer tipo de dor de cabeça, definida como a presença de sensação dolorosa na cabeça, pescoço e face.
A enxaqueca é uma enfermidade de alta prevalência, acometendo mais mulheres do que homens, começando os primeiros sinais na infância ou na adolescência, podendo durar toda a vida, afetando o bem estar e relações sociais do indivíduo.
O consumo de determinados alimentos e os hábitos alimentares de uma pessoa com enxaqueca influencia muito na frequência das crises e também na sua prevenção.
Os principais alimentos desencadeadores da enxaqueca são álcool em geral, chocolates, queijos amarelos, embutidos, frituras, refrigerantes à base de cola, sorvetes e adoçantes artificiais.
Com uma alimentação equilibrada as crises e intensidades das dores podem ser mais controladas, melhorando as relações sociais, o desempenho no trabalho e o bem-estar.
Alimentos como o gengibre, castanhas, amendoim, granola, aveia, uva, banana, abacate, couve, espinafre, repolho, semente de girassol, soja, leite e frutos do mar fazem a profilaxia da enxaqueca, ou seja, trabalham prevenindo as dores de cabeça.
A extensa investigação sugere dois caminhos para que as refeições passem de vilãs a coadjuvantes no combate à doença. Primeiro, evitar os ingredientes-gatilho, tática que já é recomendada nos consultórios. O passo seguinte é priorizar uma alimentação que espante novas ocorrências e, se possível, o uso de alimentos naturais, a prática de atividade física e boas noites de sono. Esses fatores podem proporcionar uma melhoria na qualidade de vida.

Catarina Figueirêdo – Nutricionista

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