Cirurgião plástico elenca principais dúvidas sobre próteses mamárias

Apesar de ser um procedimento bastante conhecido e um dos mais realizados entre as cirurgias plásticas, muitas pessoas ainda apresentam muitas dúvidas sobre o assunto cirurgia plástica de implante de mama. Quais os tipos de próteses mamárias? Qual o formato? Tamanhos? Onde cada um é mais indicado? São muitas as questões.  Pensando nisso, o cirurgião plástico da Clínica Vanità, Dr Alberto Ferraz, elenca e esclarece as principais dúvidas sobre o assunto.

Foto: BranislavP/Getty Images

Sobre os formatos dos implantes de mama: “São três os formatos disponíveis. O redondo, que proporciona uma aparência mais volumosa ao colo da mama. O cônico, que possibilita uma projeção maior na região dos mamilos. E o formato de gota, ou também chamado de anatômico, que foi propositalmente criado com o intuito de promover um efeito ainda mais natural às mamas. Esse último formato é muito utilizado em casos de reconstrução mamária após a mastectomia”, afirma Ferraz.

Sobre os tipos de superfícies das próteses de silicone mamarias: “São três tipos de superfícies e texturas mais usadas. O liso, que tem maior índice de contratura capsular (5 a 6%); O texturizado, que se apresenta com uma superfície com micro-rugosidades que visa quebrar a formação da cápsula (esse tipo de implante apresenta menor índice de contratura capsular (2 a 3%), sendo as mais utilizadas nas cirurgias de mama). Ainda existe o de poliutetano, que possui sua superfície revestida com espuma de poliuretano. A prótese apresenta os menores índices de contratura capsular (0,5%), no entanto, ela é mais sensível à palpação, possuindo grandes chances de dobras”, afirma Ferraz.

Quais são os tipos de próteses mamárias existentes? “São dois os tipos de implantes mais comuns: gel de silicone, e poliuretano. Os de silicone são os mais conhecidos e mais utilizados em mamoplastia de aumento, eles apresentam uma consistência e textura próxima à estrutura dos tecidos da mama. A segunda opção são os de preenchimento feito por gel de silicone, mas com revestimento de poliuretano. Esse tipo de implante apresenta uma boa estabilidade, já que adere intensamente ao tecido mamário, no entanto, essa característica dificulta uma posterior cirurgia para troca dos implantes”, conclui Ferraz.

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