Honda CB1000R, o charme do estilo Café Racer

Tudo começou nas décadas dos anos 50 e 60 com a febre do rock’n’roll nos EUA rapidamente se espalhando para o resto do mundo. Na Europa e, principalmente na Inglaterra, uma sociedade muito conservadora proibia tocar o novo estilo musical em alguns lugares.Os jovens roqueiros ingleses começaram a frequentar os cafés que ficavam nas beiras das estradas, onde podiam escutar nas famosas Jukebox o novo estilo de som e acelerar suas motocicletas velozes com roncos altos.

A origem do nome Café Racer foi decorrente da ironia dos caminhoneiros com jovens que frequentavam os cafés e disputavam rachas (corridas) com suas motos rápidas de ronco alto no percurso de um café a outro, assistidos por uma grande plateia de entusiastas. Os caminhoneiros riam e diziam: “Vocês não são verdadeiros pilotos, são apenas corredores do Café!” E os jovens gostaram da ironia: “Bem, vocês estão corretos, somos Café Racer!”.

Para quem conhece a história e gosta de andar em duas rodas, provavelmente está na sua lista de desejos pegar estrada com amigos e sentir espírito de liberdade, como nos anos 50 e 60, principalmente para quem ouviu a apresentação do supervisor de relações públicas da Honda, Alfredo Guedes, falando do lançamento da Honda idealizada no projeto Neo Sports Café. Seguindo a linha minimalista e atraente com mecânica aparente, motor de alta cilindrada, ronco alto, traseira curta, guidão mais baixo para ficar em uma posição de esportividade e quase pelada, fazendo fusão do clássico com moderno, surgiu então a Honda CB 1000R.

E para apresentar este novo conceito, NSC, a montadora organizou um Test Ride inusitado. Convidou formadores de opinião de alguns estados para oferecer uma pilotagem estilo Café Racer, “corredores de café”, com todos os ingredientes da época, saindo do bairro Morumbi em São Paulo com paradas nas beiras de estrada para refrescar e seguir destino a um hotel fazenda, o Fasano Boa Vista, Porto Feliz, totalizando um percurso de 360 km de ida e volta. Então, eu mal podia esperar para vestir minha jaqueta X11, equipamento de segurança e pegar estrada no estilo anos 50, logicamente obedecendo as legislações atuais. O relógio marcava 14h da tarde, lá estavam 10 motos de alta cilindrada, alinhadas em sintonia de cores preta e vermelha, prontas para serem domadas. A cor vermelha foi a escolhida, sentei e fiz um primeiro reconhecimento da moto com uma pequena volta na frente do hotel; a sensação foi uma intimidade muito grande com a máquina, mesmo sendo a primeira vez que sentava ao banco de um puro-sangue de 142 cavalos.

A tecnologia desenvolvida para motocicletas de alta performance é algo incrível. Este novo conceito faz fusão do clássico com o moderno e vem com pacotes eletrônicos com controle total da moto. Tem 4 modos de pilotagem: stand, rain, sport e user, que oferecem controle exato da performance no modo escolhido para pilotagem.

O percurso escolhido pela equipe organizadora para testar a motocicleta foi misto, onde sentimos a ciclística em baixa velocidade nas curvas fechadas e ainda apreciando a paisagem e depois pegando estrada, onde podíamos sentir a força bruta e estabilidade em alta velocidade. Nas duas situações o teste foi bastante tranquilo, fazendo seu papel dócil e ágil na área urbana e bruta com DNA de uma supernaked ao acelerar na estrada.

A experiência de andar na moto Honda CB1000R no estilo Café Racer, inspirada nos auges dos anos 50 e 60, foi incrível em todos os aspectos. O clima descontraído e planejado com mínimos detalhes pela equipe Honda foram perfeitos: hospedagem, roteiro, segurança e apoio logístico.

 

FICHA TÉCNICA

• Motor DOHC de 998cm3 de quatro cilindros em linha derivado da Fireblade, cabeçote de 16 válvulas tem potência máxima de 141,4 cv a 10.500 rpm. Seu ajuste visou oferecer um consistente torque em regimes médios, entre 6 e 8 mil rpm, onde praticamente a totalidade dos 10,2 kgf.m já está à disposição.

• Sistema de alimentação PGM-FI se vale de quatro corpos de borboleta de 44 mm de diâmetro que “respiram” em uma caixa de filtro de ar cujos dutos favorecem o fluxo de modo a maximizar a respiração do motor. O sistema de escape 4×2 conta com quatro catalisadores e sonoridade digna de uma streetfighter puro-sangue assim que são superados os 5.500 rpm.

• Câmbio de seis marchas atua em conjunto com a embreagem deslizante de comando hidráulico, equipamento que auxilia nas reduções de marcha mais radicais em pilotagem esportiva, limitando eventuais perdas de aderência do pneu traseiro que poderiam causar instabilidade. A Terra Magazine incorporou no seu portfólio de comunicação o Portal e TV (Web), tornando-se mais moderna e dinâmica com notícias, entrevistas, programas, ações e campanhas nas mais variadas áreas, ampliando sua rede de relacionamento.

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