Mimo Festival reafirma line-up que preza por qualidade e inovação

  O MIMO FESTIVAL acontece de 17 a 19 de novembro

Otto encerra o festival em Olinda apresentando o novo disco “Ottomatopeia”. Show será aberto ao público, em palco montado na Praça do Carmo. Outro pernambucano confirmado é o pianista Zé Manoel. O petrolinense tocará na histórica Igreja do Carmo, com concerto do premiado álbum “Delírio de um romance a céu aberto”.

MIMO-Praça-do-Carmo_Foto: Beto-Figueiroa

Um dos eventos mais esperados do ano, com a participação de nomes de vanguarda musical de cinco continentes, e consolidado como o maior festival de música gratuito da América Latina, o MIMO FESTIVAL anuncia seu line-up para Olinda (17 a 19 de novembro). Prestes a completar 15 anos, em 2018, e marcado por passagens internacionais por Amarante (Portugal) e Glasgow (Escócia), a edição 2017 apresenta uma programação abrangente, com concertos inéditos de artistas de diversas nacionalidades.

Didier-Lockwood Foto: Jean-Baptiste-Millot

Neste ano, depois de passar pelas históricas Tiradentes e Ouro Preto, em Minas Gerais, e chegar à charmosa Paraty, na costa fluminense, e o Rio de Janeiro, o festival encerra as atividades em Olinda, berço da arquitetura colonial e do próprio MIMO.

Vieux-Farka-Touré

Um dos destaques deste ano é o cantor Otto, que apresenta o seu novo trabalho, o Ottomatopeia. O pianista pernambucano Zé Manoel, nascido em Petrolina, mostra o promissor trabalho “Delírio de um romance a céu aberto”, vencedor da mais recente edição do Prêmio da Música Brasileira, na categoria “álbum projeto especial”. Também estão confirmados o cineasta e músico Emir Kusturica & The No Smocking Orchestra, da Sérvia. A jovem francesa Laura Perrudin, que com uma harpa cromática eletrificada, mistura jazz, hip hop, soul e música eletrônica; o violinista e fantástico improvisador francês Didier Lockwood, com seus mais de 40 anos de carreira, 4 mil apresentações e turnês pelo mundo; o excepcional trio africano3MA, formado pelo renascentista Rajery com sua valiha, o mágico da kora Ballaké Sissoko e o incrível oudista Driss El Maloumi; o instrumentista, compositor e cantor de Mali Vieux Farka Touré, que foi considerado pelo jornal inglês “The Guardian” “o novo herói da guitarra africana”; o coletivo Ondatrópica, da Colômbia, que, com um pé na tradição e outro na modernidade, vai da cúmbia ao hip hop, passando pelo funk, dub, jazz e ska; o roqueiro português Manel Cruz, que ganhou notoriedade, na década de 1990, como integrante da cultuada banda Ornatos Violeta e faz a sua estreia no Brasil.

PRÊMIO MIMO INSTRUMENTAL

Um incentivo à renovação musical no Brasil, o Prêmio MIMO Instrumental foi criado em 2014, através de edital próprio, com enorme sucesso. Tendo como objetivo revelar e valorizar os jovens talentos do país, oferece aos solistas e grupos vencedores a oportunidade de integrarem a programação oficial do MIMO Festival, nas cidades históricas por onde passa, ao lado das grandes atrações nacionais e estrangeiras. As inscrições foram feitas gratuitamente através do portal MIMO e de acordo com o regulamento divulgado, destinando-se apenas a brasileiros natos, entre 18 e 35 anos.

Para a etapa Olinda, o convidado será o paraibano Salomão Soares, que fará recital no MIMO Olinda em 18 de novembro, na Igreja de Nª Sª do Carmo. Lu Araújo define a premiação como “um momento especial de renovação”.

CINEMA

 Serão exibidas 13 produções inéditas, entre longas, médias e curtas-metragens, divididas em duas mostras: Panorama Brasil e Um Outro Olhar. As projeções acontecerão na tenda do Mercado da Ribeira e no pátio da Igreja da Sé. São obras de diferentes gêneros, que cativam a plateia desde a primeira edição em 2004, com projeções ao ar livre, em telões, tendas, cineclubes e salas de exibição. Com direção e curadoria de Rejane Zilles, as sessões de cinema contarão com a presença com alguns ​ diretores das obras selecionadas por meio de edital​.

A abertura da programação deste ano será com o longa-metragem pernambucano de Sérgio Oliveira, “Super orquestra arcoverdense de ritmos americanos”. O filme, premiado no Festival do Rio 2016, nas categorias “Melhor direção de documentário” e “Melhor fotografia”, traz, em tom de fábula, um recorte do sertão contemporâneo, onde convivem festas de debutantes riquíssimas e pessoas e animais em paisagens áridas.

Outro destaque do festival é o longa inédito “Híbridos, os espíritos do Brasil” dos cineastas franceses Vincent Moon e Priscilla Telmon. O documentário

​explora o tema dos rituais religiosos Brasil afora e toda a musicalidade que emerge desses fenômenos sociais. Moon alcançou notoriedade internacional com a produção de vídeos para internet de artistas como REM, Arcade Fire, Tom Jones, Beirut, Grizzly Bear e Sigur Ros.

Na Igreja da Sé será exibido o documentário “Onildo Almeida – Groove Man”, que narra a história do caruaruense autor de clássicos imortalizados por Luiz Gonzaga. O pernambucano revisita aos 88 anos algumas de suas 600 canções. Interpretado por Agostinho dos Santos, Maysa, Jackson do Pandeiro, Chico Buarque, Gal Costa, Gil e Caetano, o compositor é chamado de “groove man” pelos tropicalistas, dada a variedade de gêneros e ritmos que explorou ao longo da carreira.

Outros filmes narram a trajetória de ícones da música popular brasileira. É o caso de “Torquato Neto – todas as horas do fim”, sobre a vida e obra do poeta em diversas manifestações artísticas (a começar pela música) e o seu protagonismo na revolução cultural brasileira nas décadas de 1960 e 1970. Ele ficou conhecido como “o anjo torto da Tropicália”.

O documentário “Clara Estrela” (de Susanna Lira e Rodrigo Alzuguir), conta em primeira pessoa, a trajetória de Clara Nunes. O longa-metragem é construído sem entrevistas, apenas com depoimentos da cantora na mídia impressa, na voz da atriz Dira Paes, e se destaca pelo ineditismo do arquivo de imagens e pela minuciosa seleção musical. Na mesma sessão será exibido o mais recente trabalho do cineasta Beto Brant “Ilú Obá de Min – Homenagem à Elza Soares, a Pérola Negra” – que acompanha o desfile do coletivo de tambores e corpo de baile formado exclusivamente por mulheres, pelas ruas de São Paulo no Carnaval de 2016, exaltando a cultura afro-brasileira. Já “Fevereiros”segue os passos de Maria Bethânia no Carnaval de 2016, quando foi homenageada pelo vitorioso enredo da Mangueira, “Maria Bethânia: A menina dos olhos de Oyá”.

Completando a programação, uma rica seleção de curtas-metragens, onde a musica é protagonista.

CHUVA DE POESIA

O MIMO Festival também dedica um espaço à literatura com a tradicional “Chuva de Poesia”. Em 2017, com o tema “Mulheres poetas pelo mundo”, serão atirados do alto da Igreja da Sé, em Olinda, poemas de Ana Cristina Cesar, Hilda Hilst, Sophia de Mello Breyner Andresen, Marina Tsvietáieva, Safo, Emily Dickinson, Rupi Kaur, Chiyo-ni e Sono-jo. Poesias impressas em papéis coloridos “voarão” das torres das referidas igrejas, permitindo ao público conhecer obras de importantes escritores de todo o mundo. A curadoria é do mineiro Guilherme Mansur.

Realizado por Lu Araújo Produções e Musickeria, o MIMO Festival é apresentado pelo Ministério da Cultura, Bradesco e Cielo, tem o patrocínio do BNDES e Hero – Serviço de Segurança Digital, promovido pela FS, tem como parceiras a Prefeitura de Paraty e Olinda, além de contar com a Azul Linhas Aéreas como companhia Aérea Oficial e Minalba como Água Oficial, apoio da Estácio e 99. Em julho deste ano, a segunda edição portuguesa do festival alcançou um sucesso estrondoso, levando 60 mil pessoas à cidade de Amarante. Na Escócia, em janeiro, o MIMO foi convidado para representar o Brasil ao promover o Showcase Scotland 2017, do Celtic Connections.

 PROGRAMAÇÃO MIMO FESTIVAL OLINDA

CONCERTOS CONCERTS

LAURA PERRUDIN FRANÇA

17 NOV • SEX/FRI • 19h • Convento de São Francisco

 A jovem harpista, compositora e cantora de voz cristalina, que mais parece a extensão de seu instrumento, causou impacto junto ao público e à crítica (“Le Monde”, “Les Inrocks” e BBC) com o álbum de estreia, “Impressions”, em 2015. Destaque do Talents Adami Jazz 2017, a artista constrói um universo singular, por meio de sua harpa cromática eletrificada, inspirada pelo jazz, hip hop, soul, eletrônica e a música tradicional de diferentes regiões do mundo. Revela as afinidades entre essas linguagens distintas, por meio de ricas estruturas harmônicas e melodias originais e, por vezes, agrega a sua música moderna a poemas de autores ilustres, como Blake, Yeats e Joyce. No recém-lançado “Poison set antidotes”, aventura-se em paisagens sonoras que evocam de Björk e Portishead a Debussy, Ravel e Wayne Shorter.

 

DIDIER LOCKWOOD FRANÇA

17 NOV • SEX/FRI • 20h30 • Igreja da Sé

Sucessor de Stéphane Grappelli, o aclamado violinista do jazz e fantástico improvisador homenageia no MIMO seu mestre, falecido há exatos 20 anos. Com mais de 40 anos de carreira, 4 mil apresentações e turnês pelo mundo, Didier Lockwood, que começou no rock progressivo, teve encontros incríveis, desde Richard Galliano e Mike Stern até os Violons Barbares, e recebeu importantes prêmios, como o Victoires du Jazz, o Sacem e o Django d’Or. Ao lado do guitarrista Adrien Moignard  e do baixista Diego Imbert, mostrará músicas do gipsy jazz – ligadas à história do grande violinista e autor, que criou com o guitarrista e parceiro DjangoReinhardt, em 1934, o célebre Quinteto de Cordas de jazz do Hot Club de France – hits da dupla, como “Minorswig” e “Nuages”, além de standards (“I got rhythm” e “Misty”).

 

DJ MONTANO

17 NOV • SEX/FRI • 21h • Palco Praça do Carmo

Pesquisador musical de diferentes épocas, sempre antenado nas novas tendências e raridades, destaca em seus sets o sambalanço, samba-jazz, maracatu, latin groove, New Bossa, Tropicália, soul music, afrobeat, ska, acid jazz e funk. Integra o Acarajazz, Conecta Música Visual, YaYa High-Fi, Tropicana e Ser Hurbano. Criou o projeto Zirigmundi e foi VJ residente no MIMO Festival no Rio, Paraty e Olinda em 2015 e 2016. Fez discotecagem no Rivalzinho, Fábrica Bhering, Circo Voador, Viradão Carioca, Boulevard Olímpico, Jogos Cariocas de Verão (Parque Madureira), Réveillon de Copacabana, participou da Ocupação Etnohaus (Pedra do Sal) e do Bossa Sunset, com Marcelinho da Lua. Abriu shows da banda Nouvelle Vague, Orquestra Voadora, Carlos Dafé, Arnaldo Antunes e Suricato.

 

PAULO FLORES ANGOLA

17 NOV • SEX/FRI • 22h • Palco Praça do Carmo

Consagrado compositor, músico e cantor de voz doce e quente, vibrante e grave, o artista angolano, de 45 anos, mudou-se ainda criança com a família para Portugal, fugindo da guerra civil. Com dupla cidadania, vive em Lisboa e é uma das principais referências do semba no mundo. Revisita o gênero, através de suas matrizes tradicionais e inspirado pela tradição urbana de Luanda, e seus discos são manifestos culturais, onde reafirma seu pensamento humanista. Embaixador da Boa Vontade da ONU em Angola, com quase 30 anos de carreira – começou gravando kizomba aos 16 anos (“Kapuete”) – Paulo Flores (voz e violão) mostrará no MIMO o novo álbum, “Bolo de aniversário”, e outras canções, ao lado de Manecas Costa (guitarra), Mayo (baixo), Gobliss (teclados), João Ferreira (percussão) e Ivo Costa (bateria).

 

ONDATRÓPICA COLÔMBIA

17 NOV • SEX/FRI • 23h45 • Palco Praça do Carmo

O coletivo, concebido pelo instrumentista colombiano Mario Galeano, maestro da banda Frente Cumbiero, e o produtor britânico Will Holland, reuniu artistas de várias gerações e estilos, a fim de que reinterpretassem o patrimônio musical da Colômbia, com um pé na tradição e outro na modernidade. Foram lançados dois álbuns – “Ondatrópica” (2012) e o recente “Baile Bucanero” – em que cúmbia, o curralão, a gaita e o porro se misturam ao hip hop, funk, dub, jazz e ska. O resultado superou todas as expectativas, foi aclamado pela crítica e será mostrado ao público brasileiro pelos veteranos Markitos Micolta (voz) e Michi Sarmiento (sax), o trompetista Leon Pardo, o baterista Pedro Ojeda (bateria), o percussionista Freddy Colorado (percussão) e os idealizadores Galeano (baixo e guacharacha ) e Holland (guitarra e acordeão).

 

EDUARDO NEVES E ROGÉRIO CAETANO

18 NOV • SÁB/SAT • 16h • Igreja da Misericórdia

O duo formado pelos exímios saxofonista e flautista Eduardo Neves e o violonista de 7 cordas Rogério Caetano alcança uma sintonia incomum, ao passear por variados gêneros no álbum “Cosmopolita” (2015). O repertório reúne músicas autorais e os instrumentistas obtêm, através das improvisações, um resultado leve e moderno em algumas composições e mais denso e camerístico em outras. O carioca Eduardo Neves foi aluno de Copinha e Carlos Malta, integrou o Nó em Pingo D’Água, o Pagode Jazz Sardinha’s Club, as bandas de Tim Maia e Luz Melodia e acaba de ser premiado pela produção do álbum “Elza canta e chora Lupi”. O goiano Rogério Caetano recebeu prêmios no Brasil e no exterior, fez concertos pela Europa, EUA, África e Ásia e tocou ao lado de Zeca Pagodinho, Caetano Veloso, Dona Ivone Lara e Maria Bethânia.

 

SALOMÃO SOARES

VENCEDOR PRÊMIO MIMO INSTRUMENTAL

18 NOV • SÁB/SAT • 17h30 • Igreja de Nª Sª do Carmo

Um dos dez finalistas da competição internacional de piano solo do Festival de Montreux (Suíça) deste ano, o instrumentista de 27 anos, nascido e criado em Guarabira, no agreste paraibano, estabeleceu-se em São Paulo. Dominando as diferentes linguagens da música popular, o que lhe confere enorme versatilidade, também é compositor e improvisador. Apesar da idade, o artista já teve a oportunidade de dividir o palco com grandes nomes, como Hermeto Pascoal, Gabriel Grossi, Arismar do Espírito Santo, Altay Veloso, Lea Freire e Lilian Carmona. O artista selecionou para o concerto no MIMO composições autorais e clássicos da música brasileira, para os quais escreveu novos arranjos.

 

ZÉ MANOEL

18 NOV • SÁB/SAT • 19h • Igreja de Nª Sª do Carmo

O pianista pernambucano, nascido em Petrolina, em 1980, é considerado uma das revelações da MPB e tem como principais influências o samba, a valsa brasileira, o choro e o jazz. Com dois álbuns de carreira lançados e muito bem recebidos no Japão – o de estreia, que leva seu nome (2012) e “Canção e silêncio” (2015) – o artista apresenta agora seu novo e aclamado projeto, “Delírio de um romance a céu aberto”, produzido por Thiago Marques Luiz e o DJ Zé Pedro e que consolida o seu nome junto à mídia brasileira. O disco foi transformado em elogiado concerto, que estreou em São Paulo e que Zé Manoel mostrará ao público do MIMO ao lado de seu grupo. Com este trabalho, foi vencedor da mais recente edição do Prêmio da Música Brasileira, na categoria “álbum projeto especial”.

 

3MA MADAGASTAR/ MALI/ MARROCOS

RAJERY, BALLAKÉ SISSOKO & DRISS EL MALOUMI

18 NOV • SÁB/SAT • 20h30 • Igreja da Sé

O excepcional trio é formado por exímios músicos de cordas dedilhadas, mestres de instrumentos emblemáticos e tradicionais do Extremo Sul ao Extremo Norte da África, que já haviam alcançado o reconhecimento da crítica internacional em suas carreiras solo. O renascentista Rajery com sua valiha, o mágico da koraBallakéSissoko e o incrível oudista Driss El Maloumi reuniram-se pela primeira vez em Agadir, fizeram outro concerto memorável em Antananarivo e saíram em turnê pela Europa para promover “Contrejour” (2008). Depois de anos, voltaram a tocar em “As rotas da escravidão”, primoroso projeto do gambista, regente e compositor catalão Jordi Savall e a gravar este excepcional diálogo no álbum “Anarouz”, que lançam no MIMO em concerto exclusivo no Brasil.

 

DJ MONTANO

18 NOV •SÁB/SAT • 21h • Palco Praça do Carmo

Pesquisador musical de diferentes épocas, sempre antenado nas novas tendências e raridades, destaca em seus sets o sambalanço, samba-jazz, maracatu, latin groove, New Bossa, Tropicália, soul music, afrobeat, ska, acid jazz e funk. Integra o Acarajazz, Conecta Música Visual, YaYa High-Fi, Tropicana e Ser Hurbano. Criou o projeto Zirigmundi e foi VJ residente no MIMO Festival no Rio, Paraty e Olinda em 2015 e 2016. Fez discotecagem no Rivalzinho, Fábrica Bhering, Circo Voador, Viradão Carioca, Boulevard Olímpico, Jogos Cariocas de Verão (Parque Madureira), Réveillon de Copacabana, participou da Ocupação Etnohaus (Pedra do Sal) e do Bossa Sunset, com Marcelinho da Lua. Abriu shows da banda Nouvelle Vague, Orquestra Voadora, Carlos Dafé, Arnaldo Antunes e Suricato.

 

VIEUX FARKA TOURÉ MALI

18 NOV • DOM/SUN • 22h • Palco Praça do Carmo

Carismático instrumentista, compositor e cantor, ele é um dos mais competentes artistas da atualidade e foi considerado pelo jornal “The Guardian” como “o novo herói da guitarra africana”. Dono de notável destreza técnica, invenção rítmica, paixão e surpreendente segurança no palco, seduz o público com seus riffs e solos, acrescentando elementos do rock, da música latina, do funk, do R&B e do jazz ao deslumbrante fraseado que herdou do pai, o respeitado e saudoso guitarrista Ali Farka Touré – que obteve reconhecimento mundial com seu Malian blues. Em turnê mundial, o músico de 36 anos mostrará no MIMO o novo álbum, “Samba” – que marca seu retorno ao estúdio, desde a gravação do aclamado “Monpays” (2013) – ao lado de Mamadou Koné (bateria e percussão) e Marshall Henry (baixo).

 

 

EMIR KUSTURICA & THE NO SMOKING ORCHESTRA SÉRVIA

18 NOV • SÁB/SAT• 23h45 • Palco Praça do Carmo

 Livre de qualquer rótulo, Emir Kusturica & The No Smoking Orchestra é um fenômeno mundial, que virá ao Brasil para dois concertos no MIMO Festival, no Rio e em Olinda. O premiado cineasta de Sarajevo – “Quando papai saiu em viagem de negócios”, “Vida cigana”, “Underground” e “Gato negro, gato branco”– promoverá a sua “Fiesta gitana”, lançando as músicas do novíssimo álbum “Diplomático” e, pela primeira vez, um tema em espanhol, “Cerveza”. A TNSO surgiu inovando, ao fundir os sons dos Balcãs aos instrumentos elétricos e foi se abrindo para outras vertentes, como as músicas cigana e contemporânea, com o mesmo entusiasmo e a liberdade do início. O repertório traz músicas de todos os discos da banda, desde “Das ist Walter” (1984), quando os críticos a definiram como “gitano–tecno-rock”.

 

DJ MONTANO

19 NOV •DOM/SUN • 17h • Palco Praça do Carmo

 

MANEL CRUZ PORTUGAL

19 NOV • DOM/SUN • 18h • Palco Praça do Carmo

 Vocalista, guitarrista e letrista da cultuada banda de rock Ornatos Violeta, que ganhou notoriedade e o reconhecimento da crítica nos anos 1990, ele mantém o posto de um dos artistas mais populares da música portuguesa. Manel Cruz está de volta aos palcos e faz a sua estreia no Brasil, através do MIMO Festival, no Rio de Janeiro e Olinda, com seu novo e aguardado concerto solo, “Extensão de Serviço – Rumo à Idade Mídia” – que levou o público europeu ao delírio no encerramento da recente edição do festival brasileiro na cidade de Amarante. O músico apresentará composições inéditas e sucessos de carreira, tocando ukulelê, banjo e teclados, acompanhado por Edú Silva (baixo e teclados), Nicot Tricot (flauta transversal, teclados, guitarra elétrica) e António Serginho (percussão e teclados).

 

OTTO

19 NOV • DOM/SUN • 19h30 • Palco Praça do Carmo

 O músico, cantor e compositor pernambucano, que surgiu no Manguebeat como percussionista da Nação Zumbi e do Mundo Livre S/A, saiu em carreira solo em 1998, com o original “Samba pra burro”, que recebeu o prêmio da APCA na categoria “melhor álbum”. Retorna ao MIMO com a sua banda para mostrar ao público de Olinda o recém-lançado “Ottomatopeia”. O sexto álbum de carreira, que o levou de volta aos estúdios após cinco anos, traz 11 músicas, sendo dez autorais (“Carinhosa”, com Zé Renato, e a maioria com o produtor Pupillo) e a sua versão para “Meu dengo”, de Roberta Miranda. Mais maduro, Otto aposta em misturas sonoras, com ingredientes da música brasileira, da cultura africana e do rock, inspirado pelo romantismo alemão, as imagens do japonês Araki Nobuyoshi e as questões do mundo contemporâneo.

 

ETAPA EDUCATIVA EDUCATIONAL PROGRAM

OFICINA 500 CANÇÕES BRASILEIRAS

UMA PROPOSTA PEDAGÓGICA EM EDUCAÇÃO MUSICAL COM BASES EM NOSSAS RAÍZES

MINISTRANTE/ INSTRUCTOR: ERMELINDA PAZ

17 NOV • SEX/FRI • 8h30 • Centro de Educação Musical de Olinda

Referência em Educação Musical Brasileira, a docente, pesquisadora e autora premiada Ermelinda Paz utilizará como referência e material básico da oficina o seu livro “500 canções brasileiras “ (2015), para as diferentes abordagens do fazer musical e sua aplicação pedagógica, como  “O lúdico na educação musical” , “Iniciação ao solfejo relativo por graus” e “O modalismo na música brasileira”.  Atividade dirigida a professores de música e estudantes de licenciatura em música.

 

WORKSHOP TECNOLOGIA COMO FERRAMENTA PARA A COMPOSIÇÃO

MINISTRANTE/ INSTRUCTOR: LAURA PERRUDIN FRANÇA

17 NOV • SEX/FRI • 10h • Conservatório Pernambucano de Música

A jovem harpista, compositora e cantora, que chamou a atenção do público e da crítica europeia, desde o álbum de estreia, “Impressões” (2015), e figura como Destaque do Talents Adami Jazz, é aclamada pela originalidade de suas melodias e suas ricas estruturas harmônicas. Ela abordará seus processos criativos, a aplicação de técnicas de improvisação como ferramenta para a composição e a utilização de novas tecnologias, que permitem expandir as possibilidades timbrísticas e sonoras do compositor. A aula se destina a instrumentistas de nível avançado, compositores e compositores/instrumentistas.

 

WORKSHOP O BLUES DO DESERTO, HISTÓRIA E PRÁTICA

MINISTRANTE/ INSTRUCTOR: VIEUX FARKA TOURÉ MALI

17 NOV • SEX/FRI • 10h • Conservatório Pernambucano de Música

O carismático e virtuoso guitarrista, cantor e compositor malinês, filho do vencedor do Grammy Ali FarkaTouré, é um dos principais representantes do blues de seu país na atualidade. A paixão e a destreza de suas interpretações conquistaram a crítica e o público internacional e Vieux foi considerado pelo jornal britânico “The Guardian” como  “o novo herói da guitarra africana”. Neste encontro, o músico abordará os aspectos históricos do desert blues e a sua evolução através das gerações, demonstrando interativamente os elementos técnicos e rítmicos básicos desta linguagem musical.

 

OFICINA 500 CANÇÕES BRASILEIRAS

UMA PROPOSTA PEDAGÓGICA EM EDUCAÇÃO MUSICAL COM BASES EM NOSSAS RAÍZES

MINISTRANTE/ INSTRUCTOR: ERMELINDA PAZ

17 NOV • SEX/FRI • 14h • Centro de Educação Musical de Olinda

Referência em Educação Musical Brasileira, a docente, pesquisadora e autora premiada Ermelinda Paz utilizará como referência e material básico da oficina o seu livro “500 canções brasileiras “ (2015), para as diferentes abordagens do fazer musical e sua aplicação pedagógica, como  “O lúdico na educação musical” , “Iniciação ao solfejo relativo por graus” e “O modalismo na música brasileira”.  Atividade dirigida a professores de música e estudantes de licenciatura em música.

 

WORKSHOP COMO NASCEM AS CANÇÕES

MINISTRANTE/ INSTRUCTOR: ZÉ MANOEL

17 NOV • SEX/FRI • 15h • Conservatório Pernambucano de Música

A atividade será dividida em duas partes: na primeira, serão analisados os processos criativos de algumas canções do compositor pernambucano, propiciando ao público o entendimento dos elementos musicais (melodia, harmonia e ritmo), da poética de suas letras e a maneira com que música e poesia se relacionam e interagem em sua obra. Na segunda, serão propostos exercícios para a criação coletiva de uma canção, utilizando-se os caminhos analisados na primeira etapa e a estrutura indicada pelo ministrante. Dirigido a todos os instrumentistas, compositores, cantores,estudantes de música e literatura.

 

WORKSHOP SETE CORDAS: TÉCNICA E ESTILO

MINISTRANTE/ INSTRUCTOR: ROGÉRIO CAETANO

17 NOV • SEX/FRI • 15h • Conservatório Pernambucano de Música

O workshop é baseado no método “7 Cordas, Técnica e Estilo”,  escrito por Rogério Caetano em parceria com o violonista Marco Pereira. O trabalho apresenta o estado da arte do violão de sete cordas no Brasil, através das práticas violonísticas de Rogério Caetano, jovem instrumentista que busca traduzir o encontro da tradição e renovação. Esse método aborda profundamente a linguagem de contraponto brasileira principalmente dentro do universo do Samba e do Choro. Este workshop é interativo e dirigido a todos os instrumentistas e cantores.

 

WORKSHOP CAMINHOS CRIATIVOS PARA A IMPROVISAÇÃO

MINISTRANTE/ INSTRUCTOR: EDUARDO NEVES

17 NOV • SEX/FRI • 15h • Centro de Educação Musical de Olinda

Neste workshop, Eduardo Neves propõe novas formas do estudo da técnica dos instrumentos (escalas e arpejos), transformando-os em efetivo apoio na prática da improvisação. Dirigido aos músicos de sopros. Como pré-requisito os candidatos devem ter algum desenvolvimento na prática de escalas, arpejos e  leitura musical, além de noções básicas de intervalos e formação de tríades e tétrades.

 

OFICINA 500 CANÇÕES BRASILEIRAS

UMA PROPOSTA PEDAGÓGICA EM EDUCAÇÃO MUSICAL COM BASES EM NOSSAS RAÍZES

MINISTRANTE/ INSTRUCTOR: ERMELINDA PAZ

18 NOV • SÁB/SAT • 8h30 • Centro de Educação Musical de Olinda

 Referência em Educação Musical Brasileira, a docente, pesquisadora e autora premiada Ermelinda Paz utilizará como referência e material básico da oficina o seu livro “500 canções brasileiras “ (2015), para as diferentes abordagens do fazer musical e sua aplicação pedagógica, como  “O lúdico na educação musical” , “Iniciação ao solfejo relativo por graus” e “O modalismo na música brasileira”.  Atividade dirigida a professores de música e estudantes de licenciatura em música.

 

WORKSHOP MANUTENÇÃO E CONSERVAÇÃO DE INSTRUMENTOS DE SOPROS

MINISTRANTE/ INSTRUCTOR: SÁVIO NOVAES

18 NOV • SÁB/SAT • 10h • Centro de Educação Musical de Olinda

O luthier fluminense de instrumentos de sopros, referência em seu ofício no Brasil,  falará sobre a manutenção de instrumentos de madeiras e metais,  orientando o público sobre os procedimentos básicos e avançados para uma eficiente manutenção e conservação de seus instrumentos. Dirigido a luthiers, instrumentistas de sopros (madeiras e metais) e o público em geral.

 

WORKSHOP CORDAS AFRICANAS: TRADIÇÃO E ELO ENTRE CULTURAS

MINISTRANTE/ INSTRUCTOR: 3MA – RAJERY, BALLAKÉ SISSOKO & DRISS EL MALOUMI MADAGASTAR/ MALI/ MARROCOS

18 NOV • SÁB/SAT • 10h • Conservatório Pernambucano de Música

Abordagem etnomusicográfica do trabalho dos três importantes artistas e seus respectivos instrumentos de cordas: a valiha, a kora e o oud.  Os mestres Rajery, Sissoko e Maloumi, que construíram sólidas carreiras solo, voltaram a se reunir depois de anos e estão promovendo o novo álbum do trio, “Anarouz”. Falarão sobre o fruto deste memorável encontro e o ponto de convergência musical das três diferentes culturas, do Extremo Norte ao Extremo Sul da África.  Dirigida a instrumentistas de cordas dedilhadas, friccionadas, percussionistas, etnomusicólogos e estudantes de música em geral.

 

WORKSHOP IMPROVISAÇÃO PARA CORDAS

MINISTRANTE/ INSTRUCTOR: DIDIER LOCKWOOD FRANÇA

18 NOV • SÁB/SAT • 15h • Conservatório Pernambucano de Música

O aclamado e experiente violinista de jazz e mestre da improvisação vai abordar este tema e também a criação coletiva para cordas friccionadas (violinos, violas, violoncelos e contrabaixos), através de exercícios de ritmo e técnica de arco, propondo a sistematização do estudo de escalas e modos, além da utilização de elementos de técnica expandida. A atividade é dirigida a instrumentistas de cordas friccionadas de todos os níveis de conhecimento. Os candidatos não selecionados como executantes podem ser convidados a participar como ouvintes.

 

WORKSHOP VIDEO-CENÁRIO E O PROCESSO CRIATIVO DO VJ

MINISTRANTE/ INSTRUCTOR: VJ MONTANO

18 NOV • SÁB/SAT • 15h • Centro de Educação Musical de Olinda

Neste workshop o Vídeo Jockey Montano, colaborador do Festival MIMO, apresentará seus processos criativos, introduzindo o público na arte do VJ, demonstrando o que é Video-Cenário, Video-mapping, todo o processo de produção das imagens e cenários, e a performance do VJ durante os diferentes contextos de atuação, enfatizando o lado artístico do ofício. Dirigido a interessados em artes visuais, videoarte, vjing, video-cenário e os participantes serão espectadores, não haverá participação ativa.

 

WORKSHOP REPARO E MANUTENÇÃO DE VIOLÕES

MINISTRANTE/ INSTRUCTOR: RICARDO DIAS

18 NOV • SÁB/SAT • 15h • Centro de Educação Musical de Olinda

O experiente luthier carioca, formado em violão clássico, introduzirá o público na física do violão, questões da construção e, principalmente, da manutenção dos instrumentos, orientando o público nos procedimentos básicos para a eficiente manutenção e prevenção de danos gerados por condições climáticas e de uso cotidiano. Dirigido a violonistas, luthiers, instrumentistas de cordas dedilhadas e público em geral.

 

WORKSHOP INTRODUÇÃO À MÚSICA TROPICAL COLOMBIANA

MINISTRANTE/ INSTRUCTOR: ONDATRÓPICA COLÔMBIA

18 NOV • SÁB/SAT • 15h • Conservatório Pernambucano de Música

 O encontro com os integrantes de diferentes gerações e estilos da banda, liderada pelo maestro Mario Galeano (Frente Cumbiero) e o produtor britânico Will Holand, proporcionará uma viagem pelas diversas regiões colombianas. Inicialmente, serão abordadas as diferentes características da música do país tropical e, em seguida, sob a ótica puramente musical, com os tradicionais ritmos, formas e melodias sendo demonstrados e analisados aos participantes.

 

FÓRUM DE IDEIAS IDEAS FORUM

SEMBA, MATRIZ DE VÁRIOS RITMOS

POR/BY PAULO FLORES ANGOLA

17 NOV • SEX/FRI • 15h • Convento de São Francisco

Consagrado compositor, músico e intérprete, o angolano Paulo Flores vai falar sobre as origens do semba, gênero musical muito popular em seu país. A palavra “semba” significa umbigada, em kimbundo (língua africana falada ao Noroeste de Angola). Considerado um dos mestres da música angolana e exímio nas misturas de ritmos e sonoridades, o artista apresentará o semba como matriz de vários ritmos africanos e brasileiros.

 

OTTOMATOPEIA: INQUIETAÇÕES DE UM SER ROMÂNTICO 

POR/BY OTTO

18 NOV • SÁB/SAT • 15h • Convento de São Francisco

HÍBRIDOS, UM ESTUDO ETNOGRÁFICO SOBRE OS CULTOS RELIGIOSOS DO BRASIL

POR/BY VINCENT MOON E PRISCILLA TELMON FRANÇA/BRASIL

19 NOV • DOM/SUN • 15h • Convento de São Francisco

Com documentários conceituados no currículo, como “Miroir noir”, sobre os canadenses do Arcade Fire, e “This is not a show”, da banda R.E.M, o cineasta independente francês Vincent Moon (nome artístico do parisiense Mathieu Saura) revolucionou a maneira de se filmar música no mundo. Ele foi o principal diretor da elogiada série “Concerts à emporter”, do site La Blogothèque, e lançou o selo nômade “Petites planètes”, de que participam alguns artistas brasileiros, como Elza Soares, Ney Matogrosso, Tom Zé, Naná Vasconcelos e Gaby Amarantos. Depois de seguidas imersões na cultura brasileira, Moon dedicou-se a retratar em seu novo projeto, “Híbridos”, um painel dos diferentes rituais religiosos no país, do candomblé ao xamanismo. O trabalho foi feito em parceria com a fotógrafa, escritora e cineasta Priscilla Telmon.

 

 MIMO CINEMA – PROGRAMAÇÃO

 

TENDA DA RIBEIRA

17 (SEXTA-FEIRA)

Panorama Brasil

 

18h

CINEBIOGRAVURA

Diretor: Luís Rocha Melo

Documentário I 28 minutos I 2017 I Rio de Janeiro I Livre

“Um minuto!”, responde a voz que dubla um anônimo figurante, em uma cena de “Tocaia no asfalto” (Roberto Pires, 1962). A quem pertence essa voz? Cinema, jornal, rádio e música, fotos de família e cartas pessoais, um estranho ser de duas cabeças, as mãos sobre a ninfa seminua, pistolas e futuros no Planalto Central, Thelonious Monk e Sonny Rollins. A cinebiogravura de um brasileiro do século XX.

 

SUPER ORQUESTRA ARCOVERDENSE DE RITMOS AMERICANOS

Diretor: Sergio Oliveira

Documentário I 77 minutos I 2016 I Recife I Livre

O deserto brasileiro, o sertão nordestino, uma banda de baile anima festas de debutantes. Enquanto isso, a região é transformada por máquinas, que mudam a paisagem árida, e animais cantam e dançam ao som de standards americanos. “Start spreading the news…”

 

20h

COSME

Diretor: Luciano Scherer

Documentário | 13min |2016 | Porto Alegre/RS | Livre

Filmado na Itália e Inglaterra, aborda a vida do cantor e compositor brasileiro Thiago Médici, conhecido como Cosme. Ele embarca para a Europa em 2012, em busca de uma nova vida e da cidadania italiana. Tem os documentos roubados, vai para uma cidade do interior e acha um violão no porão em que vive. Em 2016, muda-se para Londres, dividindo seus dias entre a música e o trabalho numa loja de brinquedos.

 

BAMBAS

Diretora: Anná Furtado

Documentário | 20min | 2017 | São Paulo | Livre

O curta-metragem dá voz às sambistas de São Paulo de diferentes idades, classes e ideias. O filme desenha um panorama da vida dessas mulheres, mostrando as dificuldades e situações que o samba impõe às que se aventuram em suas rodas.

 

FEVEREIROS

Diretor: Marcio Debellian (Tenda da Ribeira | 17 (SEXTA) | 20h

Documentário I 71 minutos I 2017 I Rio de Janeiro I Livre

A partir do vitorioso carnaval da Mangueira em homenagem a Maria Bethânia, o filme percorre uma viagem entre Rio e Bahia, acompanhando a cantora no universo familiar, festivo e religioso que inspirou o enredo “Maria Bethânia: A menina dos olhos de Oyá”, de 2016.

 

18 (SÁBADO)

 

18h

ILÚ OBÁ DE MIN – HOMENAGEM A ELZA SOARES, A PÉROLA NEGRA

Diretor: Beto Brant

Documentário I 38 minutos I 2017 I São Paulo I Livre

O filme acompanha o desfile do Ilú Obá De Min, no Carnaval de 2016, em homenagem à cantora Elza Soares. O bloco adentra as ruas de São Paulo, exaltando a cultura afro-brasileira, ocupando o espaço urbano com as danças e os cantos em yorubá, dos terreiros de Candomblé e de outras manifestações da cultura negra. O cortejo é uma grande ópera popular de rua.

 

CLARA ESTRELA

Diretores: Susanna Lira e Rodrigo Alzuguir (Tenda da Ribeira | 18 (SÁBADO ) | 18h

Documentário I 72 minutos I 2017 I Rio de Janeiro I Livre

 

O filme narra, na primeira pessoa, a trajetória da cantora Clara Nunes, que conquistou o Brasil e vários países do mundo. Embalado por imagens oníricas e sem entrevistas, o documentário é construído por depoimentos da artista na mídia impressa, na voz da atriz Dira Paes. A narrativa é realçada pelo ineditismo do arquivo de imagens e uma minuciosa seleção de músicas.

 

20h

 

CANTA UM PONTO

Diretores: Luciano Dayrell e João Paulo Silveira

Documentário | 26min |2016 | Pinheiral /RJ | Livre

A partir dos cantos entoados na forma de pontos de jongo, o filme constrói um relato poético do Jongo de Pinheiral, permeado de “causos”, festas, mistérios, memória e resistência política.

 

 

TORQUATO NETO – TODAS AS HORAS DO FIM (Tenda da Ribeira | 18 (SÁBADO) | 20h

Diretores: Eduardo Ades e Marcus Fernando
Documentário I 87 minutos I 2017 I Rio de Janeiro I 12 anos

O poeta piauiense vivia apaixonadamente as rupturas e atuava em várias frentes – na música, no jornalismo e no cinema. Participou ativamente da revolução que mudou os rumos da cultura brasileira nos anos 1960 e 1970, pela Tropicália e a arte marginal. O autor de “Geléia geral” – com Gilberto Gil, “Mamãe, coragem” – com Caetano Veloso e  “Let´s play that” – com Jards Macalé, suicidou-se no dia de seu aniversário de 28 anos.

 

19 (DOMINGO)

 

18h

 

HÍBRIDOS, OS ESPÍRITOS DO BRASIL

Diretores: Priscilla Telmon e Vincent Moon (Tenda da Ribeira | 19 (Domingo) | 18h

Documentário I 85 minutos I 2017 I Rio de Janeiro I 12 anos

Sem comentários e entrevistas, o filme desvela um dos grandes assuntos da nossa geração, a espiritualidade em voga no Brasil. Desde a maior procissão católica do mundo a um desconhecido ritual indígena no Mato Grosso e aos passes de cura em centros espíritas, a obra é uma jornada musical através dos diversos rituais.

 

19h30

 

LIVE PERFORMANCE HÍBRIDOS

 

 

IGREJA DA SÉ

17 (SEXTA-FEIRA)

Um Outro Olhar

 

18h

 

JOÃO, O MAESTRO

Diretor: Mauro Lima

Biografia | 116 min | 2017 | Rio de Janeiro | 12 anos

A história de um homem obstinado pela música. Com problemas de saúde na infância, João Carlos Martins vê sua vida se transformar quando descobre o dom para o piano. Ainda jovem, o promissor artista sofre um acidente que interrompe momentaneamente a carreira. Sua vida é marcada pela superação das limitações físicas, que  não o impedem de seguir a sua vocação.

 

18 (SÁBADO)

 

18h30

 

ONILDO ALMEIDA – GROOVE  MAN

Diretor: Helder Lopes e Cláudio Bezerra

Documentário| 71 min | 2017 | Rio de Janeiro | Livre

Autor de clássicos imortalizados por Luiz Gonzaga, o caruaruense Onildo Almeida revisita aos 88 anos algumas de suas 600 canções. Interpretado por Agostinho dos Santos, Maysa, Jackson do Pandeiro, Chico Buarque, Gal Costa, Gil e Caetano, o compositor é chamado de “groove man” pelos tropicalistas, dada a variedade de gêneros e ritmos que explorou ao longo da carreira.

 

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