Mitos e verdades sobre estrias

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Muitas mulheres abominam a celulite e tentam se livrar dos buraquinhos de todas as formas. Parece que não existe nada pior quando o assunto é beleza, mas para a grande maioria, há sim: as estrias. Quando os tão temidos risquinhos surgem na pele, o desespero é iminente. Segundo a Associação Brasileira de Dermatologia (SBD), mais da metade das brasileiras se queixam das estrias e 70% delas consideram os risquinhos como o maior problema estético que possuem. Para driblar a situação, é importante entender desde o início o que acontece na pele para que elas surjam e esquecer certos mitos que são cultivados há décadas. Para compreender melhor sobre o tema, conversamos com a dermatologista Gleyce Fortaleza, à frente da Clínica Pele na cidade, que tirou algumas dúvidas sobre a poderosa inimiga.

 Segundo a profissional, estrias são marcas que afetam a nossa pele toda vez que ela é demasiadamente esticada. Na maior parte das vezes, atinge mais as pessoas jovens, durante a fase de crescimento, quando engordamos ou ainda quando ganhamos muita massa muscular. As meninas têm mais estrias na região dos seios, nádegas e quadris e elas podem aparecer logo que entram na puberdade devido ao rápido crescimento do corpo e ao estiramento da pele nestas áreas. Já as mulheres mais maduras ganham estrias quando engravidam ou engordam. Mas, embora a maior vítima das estrias sejam as mulheres, os homens também podem tê-las e no sexo masculino elas costumam aparecer nas costas, devido ao crescimento muito rápido que acontece na puberdade. Também nas axilas, bíceps e coxas pelo excessivo ganho de massa muscular, especialmente nos praticantes de musculação. “Um grande erro das pessoas é achar que as estrias aparecem quando emagrecemos muito. Muito pelo contrário. Elas surgem quando, por algum motivo, a nossa pele é muito esticada e de maneira muito rápida. Portanto, emagrecer não causa estrias”, comenta Gleyce.

 De acordo com ela, existem vários tipos de estrias: as vermelhas ou arroxeadas, as brancas, as mais finas ou aquelas mais largas e profundas. As vermelhas ou arroxeadas são as mais recentes – a cor indica que o tecido não foi totalmente prejudicado e há sangue circulando no local. Com o passar do tempo, as linhas vão perdendo gradualmente a tonalidade até se tornarem esbranquiçadas. “Nessa fase, o tratamento, para dar bons resultados, precisa ser mais intenso e provocar uma agressão MAIOR na pele para que ela reaja produzindo mais colágeno e elastina, que farão a cicatrização interna das estrias”, diz a profissional. “Associar as técnicas de acordo com a cor e o aspecto das estrias é o que garante a eliminação de até 80% delas. Hoje, já é possível encontrar inúmeros tratamentos para o problema e o melhor período para fazê-los é justamente com a chegada dos meses mais frios, uma vez que a maior parte dos procedimentos contraindica a exposição ao sol”, explica.

 A dermatologista também esclareceu alguns mitos e verdades sobre o tema. Confira!

 – Coçar a pele dá estrias?

Mito. A coceira pode ser causada por uma infinidade de fatores. Quando há um estiramento agudo da pele, é possível que apareçam estrias, mas isso não significa que uma coçadinha resultará em estrias. Por outro lado, a coceira também pode ser um sintoma de que a estria está se formando. Neste caso, o que está causando a coceira é justamente o estiramento da pele.

 – Tomar sol elimina estrias? 

 Mito. As estrias brancas são atróficas, ou seja, mais claras do que a pele normal. Durante o bronzeamento, a pele natural pigmentará, aumentando o contraste com as estrias brancas. Já as avermelhadas, que são cicatrizes recentes, podem ganhar coloração, ficando mais escuras do que a pele. Por isso, é importante usar protetor solar sobre elas. 

 – Usar cremes hidratantes ajuda a prevenir estrias?

 Verdade. Usar hidratante, de fato, não impede que você tenha estrias, mas uma pele mais hidratada tem menor chance de desenvolvê-las. 

– Engordar e emagrecer, o famoso efeito sanfona, causa estrias? 

Verdade. Quando engordamos, a pele é distendida e forçada ao limite de sua elasticidade. Quando emagrecemos, o tecido afrouxa, já com as marcas de estiramento. Funciona como uma bexiga: depois de cheia, mesmo se for esvaziada, ela não terá a mesma elasticidade.

 – Estrias vermelhas são mais fáceis de tratar?

VERDADE. Quando possuem coloração avermelhada ou rosada costumam ser mais recentes. O tecido, embora tenha sido rompido, ainda apresenta fibras elásticas, o que possibilita reverter o quadro com êxito através de metodologias que estimulem a renovação celular e a produção de colágeno. 

  – É possível eliminar estrias antigas com cremes caseiros? 

MITO. Infelizmente, ainda não é possível exterminá-las para sempre, nem com cremes caseiros, nem com a alta tecnologia. Isso porque, após a quebra dos filamentos, o local não possui mais materiais de regeneração e inicia o processo de fibrose. No entanto, é verdade que existem tratamentos contra estrias que oferecem resultados bastante satisfatórios, suavizando as fissuras. 

 – Estrias são hereditárias?

VERDADE. Há pessoas com uma maior tendência genética a desenvolver estrias. Nesses indivíduos, os fatores externos como gravidez, ganho de peso e aumento rápido de massa muscular têm uma chance maior de resultar em lesões.


– Refrigerante causa estrias? 

O consumo de refrigerante não influencia diretamente o aparecimento das estrias. Entretanto, se consumido em excesso, pode levar ao ganho de peso e estiramento da pele, contribuindo para o aparecimento das marcas.


– Quais são os tratamentos que existem?

Atualmente, existem várias opções de tratamento para o problema com resultados que podem chegar a mais de 80% de melhora das lesões. Os mais eficazes são os lasers fracionados, a radiofrequência fracionada, os peelings e o microagulhamento. Mas, o ideal é que mais de uma modalidade de terapia seja usada, pois assim os resultados tendem a ser ainda melhores.

Foto: Reprodução internet

 

 

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