DestaqueNotícias

Cineclube Casa Zero apresenta Cinema Negro com produções do Coletivo Coquevídeo

 

Os filmes exibidos abordarão uma variedade de temas e formatos, oferecendo perspectivas únicas sobre a vida em comunidades periféricas e questões sociais urgentes

Neste domingo, 30 de junho, o Coletivo Coquevídeo trará doze produções focadas no Cinema Negro para a próxima sessão do Cineclube Casa Zero, um evento já consolidado na cena cultural de Recife. Desde 2006, o coletivo tem sido um agente ativo na comunidade do Coque, trabalhando para fortalecer a produção de arte e comunicação com especial atenção à representatividade dos corpos negros na cena audiovisual. As exibições ocorrerão no Auditório Urbano Vitalino, localizado no primeiro shopping social do Brasil, na Rua do Bom Jesus 237, no Recife Antigo, a parttir das 16 horas,  e contam com o apoio da Prefeitura do Recife e do Governo Federal, por meio do Edital Geraldo Pinho e recursos da Lei Paulo Gustavo. A entrada é gratuita.

Maria Odara, cineasta e participante ativa do coletivo, destacou o impacto do projeto: “O Coquevídeo tem criado, através de filmes, curtas-metragens e encontros, uma outra visão de mundo. Mundos que queremos e almejamos, seja fruto da imaginação ou baseados em vivências e experiências coletivas. Criando minutos de esperança, esperamos disseminar diferentes formas de expressões artísticas e entendimentos de jovens negros periféricos através do audiovisual”. Essa abordagem não só busca entreter, mas também abrir novas perspectivas e diálogos sobre a representação e as narrativas de comunidades frequentemente marginalizadas.

O Cinema Negro, que emergiu em momentos históricos significativos como a luta por direitos civis nos Estados Unidos, a descolonização africana e a luta de Nelson Mandela na África do Sul, continua a desafiar estereótipos raciais e a promover uma representação mais autêntica e variada na indústria cinematográfica. O Coquevídeo, nesse contexto, confronta as narrativas convencionais que frequentemente retratam sua comunidade sob uma luz negativa.

Neco Tabosa, curador do Cineclube Casa Zero, realça a contribuição do projeto para o cenário cultural local: “Desde o início do projeto em abril, cada filme apresentado instigou discussões vitais sobre nossa sociedade, abordando temas como políticas públicas de fomento à produção audiovisual, transgeneridade, urbanização, violência doméstica e luta de classes, além de explorar técnicas de construção narrativa no cinema”, explicou.

Os filmes exibidos pela Coquevídeo abordarão uma variedade de temas e formatos, oferecendo perspectivas únicas sobre a vida em comunidades periféricas e questões sociais urgentes. Destaques incluem “Complicações” e “Tempos de guerra”, que exploram o cotidiano e os conflitos; “Brega-Protesto: Sem Destruição” e “Bixa Travesty – Poder e Glória”, que celebram a diversidade e resistência; “Mais uma hora se passa e a justiça não faz nada” e “Desmoronando por dentro”, que clamam por justiça social; e “Esperançosxs” e “Não recomendado”, que combinam teatro e cinema para refletir sobre esperança e resistência urbana. “Esses filmes não só evidenciam o talento dos jovens cineastas do Coque, mas também são instrumentos importantes para o debate e a reflexão sobre questões sociais críticas”, destaca Aurora.

Esta sexta sessão é apenas uma das 16 planejadas até o final de 2024. A entrada é gratuita, mas os interessados devem chegar cedo, pois os ingressos começam a ser distribuídos uma hora antes do início. O auditório possui acessibilidade para cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida e oferece interpretação em Língua Brasileira de Sinais, garantindo que todos possam participar dessa experiência enriquecedora.

Serviço
Sessão de Cinema Negro no Cineclube Casa Zero

Data: Domingo, 30 de junho
Horário: A sessão começa às 16h,  com distribuição de ingressos a partir de uma hora antes.
Local: Auditório Urbano Vitalino, 1º andar do primeiro shopping social do Brasil
Endereço: Rua do Bom Jesus, 237, Recife Antigo, Recife, PE
Entrada: Gratuita. Devido à capacidade limitada do auditório, é recomendável chegar cedo.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *