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Festival Arte na Usina chega à 11ª edição com programação gratuita na Mata Sul de Pernambuco

O Festival Arte na Usina — Safra 2025, promovido pela Usina de Arte, chega à sua 11ª edição e acontece de 5 a 7 de dezembro, em Água Preta, na Mata Sul de Pernambuco. A programação gratuita reúne shows, que ocorrerão no Pátio da Indústria, onde o público pode conferir nomes como Adilson Ramos, Almério, Joyce Alane e Natascha Falcão, ambas indicadas ao Grammy Latino deste ano, além de músicos da própria região que abrirão as apresentações, atividades circenses voltadas para o público infantil e uma missa de agradecimento que será realizada na Capela de Santa Terezinha, no dia da abertura do evento. Ao longo da sua trajetória, o Festival vem se consolidando como uma importante iniciativa para o território, passando a integrar o calendário cultural pernambucano.

“Tradição e Renovação” foi o tema escolhido para esta edição, e ele leva a mensagem de que é preciso lembrar do passado e respeitar a história e as tradições, mas sem deixar de olhar e sonhar com um futuro diferente, com outras alternativas e possibilidades. Essa ideia está diretamente ligada ao propósito e aos trabalhos que a Usina de Arte vem promovendo e desenvolvendo na Mata Sul do Estado. Uma região que, no passado, tinha o olhar dedicado sobretudo à monocultura da cana-de-açúcar, tendo esse ofício como principal fonte econômica, nos últimos anos tem encontrado força e protagonismo em outras atividades como no turismo.

De acordo com a presidente da Usina de Arte, Bruna Pessôa de Queiroz, esse olhar para a tradição e a renovação é amplo e não se restringe apenas à música, mas a todo o trabalho desenvolvido na Usina. “Quando começamos o projeto da Usina, nosso objetivo era transformar economicamente a região, e hoje, por meio da cultura e do turismo, existe um movimento efervescente de desenvolvimento, a economia gira, as pessoas têm mais oportunidades, sonhos mais ousados. Ver nossos jovens nas universidades, por exemplo, é motivo de muito orgulho”, explica.

A presidente ainda completa que a aproximação com os jovens é um eixo central do trabalho da instituição, refletindo o impacto social e cultural desenvolvido no território.

“Temos como missão aproximar cada vez mais a Usina dos jovens, que serão os adultos do futuro. Esse trabalho é feito dentro da própria instituição, abrindo possibilidades, promovendo novas experiências, ampliando horizontes e oportunidades, e percebemos o impacto nas escolhas que fazem: ingressam em diversas áreas do conhecimento, almejam estudar fora do país, algo que não era comum há dez anos. Sendo assim, trazer nomes mais contemporâneos na programação, como Joyce Alane, também é uma forma de conversar com essa geração e aproximá-la ainda mais”, finaliza.

Para a empresária Rosilda Vicente, que comanda o Restaurante e Pousada Mandacaru Abacate ao lado da filha Adelle Barbosa e do genro Luís Carlos Filho, o Festival Arte na Usina tem ampliado significativamente a visibilidade dos negócios da região, produzindo efeitos positivos que se estendem para além dos dias de programação.

“O Festival desempenha um papel bastante relevante para a Mata Sul, sobretudo quando pensamos em crescimento cultural, social e econômico. Para nós, empresários e comerciantes, é possível perceber o aumento na circulação de clientes, e esse movimento não se limita ao período do evento. Os efeitos se estendem: muitas pessoas passam a conhecer nossos estabelecimentos e voltam posteriormente, graças ao festival, que amplia nossa visibilidade. Os visitantes costumam se impressionar com a diversidade cultural, a riqueza ambiental e a qualidade da gastronomia local. Além de impulsionar a economia, o evento também fortalece a autoestima da comunidade e melhora a maneira como os moradores reconhecem e valorizam o próprio território”, explica a empresária.

Haverá, ainda, um espaço exclusivo no Mercado dos Arcos para a comercialização de artesanato de diferentes cidades pernambucanas. Além da programação do Festival, o público também poderá participar, durante o dia, de tours pelos espaços da Usina de Arte, incluindo o Parque Artístico-Botânico, com suas mais de 40 obras e instalações, e o Parque Industrial. A expectativa é que cerca de 12.000 pessoas circulem pelos espaços da Usina ao longo dos três dias de festival.

O evento é realizado pela Usina de Arte, com patrocínio da Prefeitura de Água Preta, do Complexo de Suape, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, do Banco do Nordeste e do Governo Federal, além do apoio do Sebrae/PE.

Balanço

No acumulado das dez edições já realizadas, o evento recebeu em torno de 80.000 participantes, números que refletem a reputação construída ao longo de sua trajetória: um festival de abordagem cultural, pautado pelo respeito à história e à tradição regional, ao mesmo tempo em que promove inovação com qualidade, amplia o repertório da comunidade, contempla todos os públicos em sua programação e abre espaço para novos talentos. Atualmente, a Usina de Arte registra uma média semanal de 1.500 visitantes, considerando a contagem de entradas e saídas, o que corresponde a cerca de 78 mil pessoas por ano.

Sobre a Usina de Arte

Instalada onde funcionou a Usina Santa Terezinha (maior produtora de álcool e açúcar do Brasil nos anos 1950), na cidade de Água Preta, Mata Sul de Pernambuco, o projeto Usina de Arte conecta arte, cultura e meio ambiente, a partir de um museu de arte contemporânea ao ar livre, dentro de um Parque Artístico Botânico. Nele, estão instaladas mais de 45 obras e instalações de nomes como Marina Abramović, Regina Silveira, Alfredo Jaar, Geórgia Kyriakakis, Saint Clair Cemin, José Spaniol, Claudia Jaguaribe, Matheus Rocha Pitta, Juliana Notari, José Rufino, Flávio Cerqueira, Bené Fonteles, Hugo França, Rizza Bomfim, Paulo Bruscky, Denise Milan, Marcelo Silveira, Liliane Dardot, Maria Tereza e Thiago Sobreiro, Marcio Almeida, Frida Baranek, Artur Lescher, Carlos Vergara, Júlio Villani, Iole de Freitas e Vanderley Lopes.

Em meio a um trabalho de reflorestamento com plantas de mais de 1.000 espécies, em uma área com mais de 44 hectares, o Parque Artístico Botânico é eixo central da iniciativa que irriga outras ações de desenvolvimento para a criação de estruturas para geração de renda e valor para a comunidade de 6 mil moradores no entorno do projeto. São exemplos o Fab Lab Mata Sul – Usina de Arte com terminais de computadores conectados à internet, impressoras em 3D e cortadora a laser para projetos da comunidade, a Escola de Música, a Biblioteca e Centro de Conhecimento público com mais de 5 mil títulos, além de parceria com as unidades escolares no apoio de novas práticas pedagógicas.

O objetivo é estimular o turismo, e a consequente atividade econômica na região da Mata Sul de Pernambuco, criando um ambiente favorável ao empreendedorismo na localidade, que viu nascer restaurantes, pousadas, pesque-e-pague, centro de artesanato, guias para passeios ecoturísticos, camping e a cultura de hospedagens domiciliares. “Essa guinada não seria possível sem o intenso envolvimento da comunidade, parte efetiva de todo o processo, e que, ao se sensibilizar com o potencial transformador da arte, tem contribuído sistematicamente com o projeto, desde a sua gestação até a atual condição de pilar de sustentação dele”, explica Bruna Pessoa de Queiroz, presidente da Associação Socioambiental e Cultural Jacuípe, que gere a Usina de Arte. O grupo reúne mais de 40 membros de segmentos plurais da comunidade da Usina Santa Terezinha, sendo viabilizado a partir do apoio de pessoas físicas e jurídicas.

Visitação

A cerca de 150km do Marco Zero do Recife, o Parque Artístico-Botânico da Usina de Arte é aberto à visitação do público, das 5h30 às 18h, e tem acesso gratuito. Saindo do Recife, os visitantes devem seguir pela BR 101 Sul, sentido Alagoas, até o centro da cidade de Xexéu. De lá, o público segue pela rodovia PE99, que começa em frente à Paróquia de São Sebastião, e leva até a Usina, situada no Km 10. Entre as opções de alimentação, estão os restaurantes Jardim Botânico, a Pizzaria Estação dos Sabores, Mandacaru Abacate, Ró Lanches, Restaurante Alquimia e Restaurante Capim de Cheiro.

Serviço:

Festival Arte na Usina – Safra 2025

Dia 05/12:

16h30 – Lona de Circo – Cia. Master Circo

18h- Missa de Agradecimento – Capela de Santa Terezinha

19h – Show de Wilson Monteiro e Orquestra Emoções – Palco Principal

20h- Show do Grupo Alcano – Palco Principal

22h- Show de Adilson Ramos – Palco Principal

Dia 06/12:

16h30 – Lona de Circo – Cia. Master Circo

19h- Show de Júnior Praxe – Palco Principal

21h30 – Show de Natascha Falcão – Palco Principal

23h – Show do grupo Forró na Caixa – Palco Principal

Dia 07/12

10h – Lona de Circo – Cia. Master Circo

19h – Show de Joyce Alane – Palco Principal

21h30 – Show de Almério – Palco Principal


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