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Psicólogo alerta sobre o uso excessivo de telas durante as férias das crianças e destaca a importância das brincadeiras lúdicas

Com a chegada das férias escolares de julho, muitas crianças passam mais tempo em casa e, consequentemente, aumentam o uso de dispositivos eletrônicos como celulares, tablets e computadores. Embora a tecnologia possa oferecer entretenimento e até aprendizado, o uso excessivo de telas pode trazer diversos prejuízos à saúde e ao desenvolvimento infantil. Para equilibrar esse cenário, é fundamental incentivar as brincadeiras lúdicas e atividades ao ar livre, que promovem o desenvolvimento físico, emocional e social das crianças.

O psicólogo da Hapvida NotreDame Intermédica, Carol Costa Júnior, alerta para os riscos associados ao tempo excessivo em frente às telas. “O uso prolongado de dispositivos eletrônicos pode causar problemas como sedentarismo, obesidade, distúrbios do sono, ansiedade, dificuldades de concentração, irritabilidade e isolamento social. É importante que os pais estabeleçam limites claros e incentivem outras formas de entretenimento e aprendizado”, afirma.

As brincadeiras lúdicas desempenham um papel essencial no desenvolvimento das crianças, estimulando a criatividade, a imaginação, as habilidades motoras e a capacidade de resolver problemas. Atividades como jogos de tabuleiro, construção com blocos, pintura, desenho e brincadeiras ao ar livre não só proporcionam diversão, mas também fortalecem os laços familiares e promovem a interação social.

Carol Costa ressalta a importância do equilíbrio. “Não se trata de eliminar completamente o uso de telas, mas de encontrar um equilíbrio saudável. Estabelecer horários específicos para o uso de dispositivos eletrônicos e incentivar atividades que envolvam movimento e interação com outras pessoas pode fazer uma grande diferença no desenvolvimento das crianças”, explica o psicólogo.

O psicólogo listou algumas dicas valiosas para equilibrar o uso de telas e incentivar brincadeiras lúdicas. “Defina um tempo diário máximo para o uso de dispositivos eletrônicos e seja consistente com esses limites; incentive as crianças a participar de diferentes tipos de brincadeiras, como jogos de tabuleiro, leitura, artes e esportes, disponibilize materiais e brinquedos que estimulem a criatividade e a interação, como livros, blocos de construção, materiais de arte e jogos de mesa”, ensina.

Além disso, o especialista indica que os pais e responsáveis planejem atividades ao ar livre e também participem das brincadeiras com as crianças. “É importante que os adultos aproveitem o tempo livre das férias para fazer passeios em parques, praias ou outros espaços ao ar livre, promovendo a atividade física e o contato com a natureza. Outra sugestão que costuma ser muito positiva é a participação da família nas atividades lúdicas com as crianças. Isso não só fortalece os laços afetivos, mas também serve de exemplo para a importância do equilíbrio entre o uso de tecnologia e outras formas de diversão”, conclui o psicólogo.

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