Capacitação profissional traz perspectiva de reinserção no mercado de trabalho

Numa situação de crise como a da pandemia de covid-19, o desemprego, que já afetava milhões de brasileiros, chega a patamares recordes. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) são 14,3 milhões de pessoas sem carteira assinada em busca de um emprego formal. Com o fim da pandemia cada vez mais próximo e uma maior segurança quanto a própria saúde, a busca por uma oportunidade de trabalho irá crescer e tornar o cenário ainda mais desafiador para os candidatos a uma vaga de emprego.

Diante disso, a capacitação profissional se torna o melhor caminho para enfrentar um mercado de trabalho cada vez mais competitivo, como aponta a designer de carreiras do Centro Universitário UniFBV, Priscilla Calado. “A capacitação profissional aprimora as capacidades técnicas adquiras dentro da própria profissão”, explica.

Para Priscilla, independentemente da área a ser seguida, é necessário estar em contato constante com a atuação profissional. “Todos nós precisamos sempre estar nos capacitando, nos atualizando; a gente precisa investir na carreira”, acrescenta.

É justamente pela importância de estar em constante atualização que surge a necessidade de estudar cada vez mais. Num momento em que os cursos superiores ou técnicos presenciais foram suspensos ou postos no regime à distância, a capacitação pode ser continuada por meio de cursos online que sejam interessantes para a área de atuação do profissional. “Ele pode mostrar ao mercado que está numa constante busca por qualificação e não está parado”, sugere a designer de carreiras.

Mas apesar de muito relevante para a recolocação no mercado de trabalho, a formação e a aprendizagem contínua não são as únicas competências a serem avaliadas. Segundo estudo do Fórum Econômico Mundial, entre as habilidades pessoais mais buscadas nos próximos anos pelos recrutadores estão a liderança, o relacionamento interpessoal, a inteligência emocional, a empatia e o autoconhecimento. Tais habilidades não são possíveis de dimensionar apenas com um diploma, ou seja, são aspectos da vida pessoal do candidato que podem se tornar diferenciais na hora da contratação.

O autoconhecimento, inclusive, reflete na escolha de qual área profissional ou setor de uma empresa uma pessoa irá seguir ou se qualificar. “Se um candidato apresenta muita introversão, é tímido e não prefere falar em público, ele tem algumas habilidades que vão facilitar o trabalho sozinho”, explica Priscilla. Por outro lado, algumas pessoas preferem um trabalho mais dinâmico, necessitando uma maior comunicação. Por fim, a designer de carreiras da UniFBV afirma que o candidato precisa se imaginar trabalhando onde deseja: “Será que eu me vejo fazendo essas atividades todos os dias? Então, se você conseguir identificar suas habilidades pessoais, isso já vai te nortear para que curso de capacitação você precisa buscar”.

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