O papel do fonoaudiólogo comportamental no tratamento do autismo

No próximo dia 2 de abril é o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, data escolhida para lembrar e chamar a atenção da sociedade para o Transtorno do Espectro Autista (TEA).  De acordo com o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, existem cerca de dois milhões de pessoas no Brasil com TEA e em Pernambuco, de acordo com a Comissão Especial de Defesa dos Direitos da Pessoa com Autismo da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), esse número é de cerca de 40 mil crianças com autismo no estado.

Muito se fala sobre o TEA. Sabe-se que o transtorno se manifesta de diferentes formas em cada indivíduo, por isso o termo espectro é adotado. De maneira geral, as pessoas com esse transtorno apresentam dificuldade de comunicação de interação social, bem como comportamentos e/ou interesses restritos ou repetitivos.

Para diagnosticar o autismo, uma série de testes deve ser realizada, sendo o diagnóstico basicamente clínico. Entre a equipe multidisciplinar que trabalha no acompanhamento da pessoa com autismo, está o fonoaudiólogo – profissional essencial que vai desempenhar um papel importante na inclusão e reabilitação de indivíduos com autismo, já que a fala é uma das principais habilidades comprometidas nas pessoas com autismo e o atraso no seu desenvolvimento é o fator que geralmente faz os pais levarem os filhos ao neuropediatra que consequentemente, sugere acompanhamento com fonoaudiólogo.

De uns tempos para cá, novas ciências foram sendo estudadas por fonoaudiólogos, afim de obterem mais efeito no tratamento com autistas. Uma delas é a ABA – Análise do Comportamento Aplicada, um tipo de intervenção com maior eficiência e comprovação científica que existe.

Maria Bathânia Mendes, fonoaudióloga comportamental especialista em desenvolvimento infantil e autismo há 21 anos e com formação em ABA, conta que a especialidade em Análise Aplicada do Comportamento, faz toda a diferença. “Quer dizer que consigo acessar a criança – que muitas vezes resiste à interação, de maneira mais assertiva, porque consigo aplicar técnicas e procedimentos da aba que me permitem criar conexão com ela”, diz Bethânia. Ela também é atualmente a única profissional em Pernambuco certificada na escala ADOS2, uma escala diagnóstica internacional padrão ouro para diagnóstico do autismo.

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