A 16ª Mostra Brasileira de Dança entra na reta final com espetáculos que variam do clássico ao popular

A partir dessa quarta-feira, dia 15, a 16ª edição da Mostra Brasileira de Dança (MBD) entra na sua reta final, com a exibição de espetáculos, que acontece até o próximo domingo, dia 19. O evento está atraindo um grande público, presencialmente, aos teatros, depois de dois anos sem apresentações. Seguindo todos os protocolos sanitários da Covid, nos Teatro do Parque, de Santa Isabel e Luiz Mendonça, o público tem prestigiado, intensamente, essa retomada. “Estamos muito felizes em receber, novamente, o carinho e o prestígio do público. Essa retomada tem um valor especial para nós”, pontua Iris Macedo, que dirige a MBD junto com Paulo de Castro.

Já passaram pelo evento os espetáculos “As canções que você dançou pra mim” e “Bichos Dançantes”, produções da Focus, do Rio de Janeiro. Na quarta-feira dia 15, a Mostra segue com a exibição do Grupo Experimental, do Recife, que apresenta “Conceição em Nós”, a partir das 19h, no Teatro do Parque. No dia 16, é a vez do grupo Destramelar apresentar “DNA do Frevo”, às 20h, no Teatro Luiz Mendonça, que fica no Parque Dona Lindu, na zona Sul do Recife. Nos dias 17 e 18, Marcus Katu Buiati e Edson Beserra, de Brasília, apresentam “Velejando Desertos Remotos”, às 20h, também no Teatro Luiz Mendonça.

Uma novidade foi guardada para finalizar a Mostra, no domingo, dia 19: a Noite de Gala, que apresenta três obras clássicas. O evento é uma forma de apoiar e incentivar a presença das academias de dança da cidade durante a Mostra. O Ballet Cláudia São Bento abre a noite com a “Suíte do Ballet Coppélia”, acompanhado, em seguida, da apresentação do grupo Endança, que exibe a “Suíte ao Ar” e, finalizando a noite, a Companhia de Dança Fátima Freitas apresenta “O Quebra Nozes II Ato”. Os ingressos para os espetáculos podem ser adquiridos no Sympla e custam R$ 30 e R$15, a meia-entrada, ou nos teatros, duas horas antes de cada apresentação.

A Mostra Brasileira de Dança é uma realização da Fervo Projetos Culturais e da Paulo de Castro Produções, através do incentivo do Sistema de Incentivo à Cultura – SIC, Fundação de Cultura Cidade do Recife, Secretaria de Cultura, Prefeitura do Recife e, na esfera governamental, do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura – FUNCULTURA -, Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco – Fundarpe, Secretaria de Cultura e Governo do Estado de Pernambuco, com apoio da Associação dos Produtores de Artes Cênicas de Pernambuco – APACEPE.

Abaixo, segue a programação:

ESPETÁCULOS:

DIA 15/12 (QUARTA-FEIRA) – Grupo Experimental (Recife/PE)

Conceição em Nós – Baseado no documentário longa-metragem Conceição em Nós, que estreou em novembro de 2021, o Grupo Experimental apresenta o espetáculo de dança Conceição, originalmente criado em 2007, agora em um formato que reflete os tempos atuais, com o cenário de desmonte da cultura, de desgoverno no País. É um “mergulho” no tempo em várias direções: a obra nasce no ano de pandemia de Covid 19, quando as pessoas foram impedidas de conviver presencialmente e, mais ainda, a classe artística, cujo modo de produção sempre fora presencial e em coletividade, foi afetada drasticamente, e ficou sem trabalhar. Com a retomada das atividades, Conceição em Nós, se apresenta incorporando em seu cenário, nos adereços, no desenho de luz e nos corpos de um elenco totalmente feminino, a força da arte combatendo os tempos sombrios e, ao mesmo tempo, em renascimento. Sob a direção de Mônica Lira, com dramaturgia de Mônica Lira e Renata Pimentel, Conceição em Nós é uma criação inspirada na festa do Morro, em celebração a Nossa Senhora da Conceição. É uma festa da fé, mas também do sincretismo, do profano e do sagrado.

Sessão única: 19h
Teatro do Parque
Classificação: 12 anos

DIA 16/12(QUINTA-FEIRA) – Grupo Destramelar ( Recife/PE)

DNA do Passo – O espetáculo é uma viagem mirabolante, efervescente e divertida em busca de uma explicação sobre a gênese do frevo. É nessa viagem que o Destramelar busca a história da evolução do DNA “frevista”, indo desde a sua origem até o futuro. Com o início “Primates pernambucanus”, o espetáculo vai passeando pelo passado e reverenciando os mestres, como os primeiros alquimistas da dança popular, e todos aqueles que transformaram a luta e a resistência do povo em Patrimônio Imaterial da Humanidade. O grupo demonstra também a “armorialização” de Ariano Suassuna, e homenageia o Balé Brasílica e o Balé Popular do Recife, de André Madureira, e a Fábrica de Passista.

Sessão única: 20h
Teatro Luiz Mendonça
Classificação livre

DIA 17 e 18/12 (SEXTA-FEIRA E SÁBADO) – Marcos Katu Buiati e Edson Beserra(Brasília/DF)

Velejando Desertos Remotos – Livremente inspirado no livro “As Cidades Invisíveis”, de Ítalo Calvino, “Velejando Desertos Remotos” se ancora numa atmosfera onírica de onde emergem seres, gestos, relações entre viajantes que caminham em última instância, sós, em busca de si mesmos. Seguindo os caminhos do grande viajante Marco Polo, personagem central do livro, a viagem e o deserto servem de metáforas para a descoberta da vastidão existente dentro de cada um, na cena ou fora dela.

Sessão única: 20h
Teatro Luiz Mendonça
Classificação: 12 anos

DIA 19/12(DOMINGO) – Noite de Gala

Suíte do Ballet Coppélia – Ballet Cláudia São Bento (Recife/PE) – O Ballet Coppélia é cômico, de dois atos e três cenas, com coreografia originalmente feita por Arthur Saint-Leon, música de Léo Delibes e libreto de Charles-Louis-Étienne Nuitter, baseado em duas histórias de ETA Hoffmann: Der Sandmann e Die Automate. Coppélia é uma história leve e divertida, que remonta à época dos grandes balés de repertório. Conta a história de amor de Swanilda e Frantz, dois moradores de uma pequena vila que estão apaixonados e pretendem se casar, assim que o prefeito da cidade distribuir os dotes e o novo sino da igreja chegar. Nesta vila também mora o Dr. Coppélius, um inventor de bonecos, que tem uma paixão especial pela sua maior criação: a boneca Coppélia. Porém, tudo muda quando Frantz avista Coppélia na janela e se encanta pela moça, sem saber que era uma boneca. A confusão foi armada quando Swanilda e suas amigas invadem a casa de Dr. Coppélius e, ao descobrir que Coppélia era uma boneca, Swanilda veste suas roupas e engana o inventor, que pensa ter dado vida à sua boneca.

Suíte ao Ar – Grupo Endança (Recife/PE) – Suíte do II ato do ballet La Bayadère, um número de Jazz Musical inspirado no Musical Hair, um Pas de Quatre Neo Clássico, e uma obra de Jazz Contemporâneo.

O Quebra Nozes II Ato – Cia Fátima Freitas (Recife/PE) – Encenado em dois atos, o balé conta a fantasia de Clara, uma menina que, na noite de Natal, ganha muitos presentes, mas se encanta, de uma maneira especial, por um deles, um boneco Quebra Nozes. Quando todos vão dormir, Clara vai à sala para brincar com seu novo presente, adormece e entra no mundo da fantasia. Os brinquedos ganham vida, dançam, viajam para o Reino das Neves e Reino dos Doces, onde Clara e o seu príncipe são homenageados com danças típicas de vários países. Para a Mostra Brasileira de Dança, o balé encenará o Segundo Ato (Reino dos Doces).

Sessão única: 18h30
Teatro de Santa Isabel
Classificação livre

 

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