Doutores da Alegria lança campanha para evitar redução de atividades

“Você já imaginou o hospital sem Doutores da Alegria? Prestes a completar 30 anos de atividade, a associação está fazendo uma campanha de arrecadação de recursos para a manutenção do trabalho gratuito nos hospitais de São Paulo e Recife, além de outras atividades referenciais, como a Escola Doutores da Alegria, que trabalha com jovens em situação de vulnerabilidade social na capital paulista, e o projeto Plateias Hospitalares, realizado no Rio de Janeiro (RJ).

As doações para a campanha podem ser feitas por boleto bancário, transferência via Pix, Paypal e cartão de crédito. Estas e todas as demais informações estão reunidas no site http://bit.ly/campanhadoutoresdaalegria.

A campanha visa amenizar o impacto da crise financeira agravada no país devido à pandemia da Covid-19, que acarretou a diminuição de 9,1% na captação de recursos para a associação em 2020; já os recursos captados pela organização para a manutenção das atividades de janeiro a dezembro de 2021 ainda não foram liberados pela Secretaria Especial de Cultura do Governo Federal.

Ao sensibilizar a sociedade para a causa da alegria, a associação espera mobilizar a população para doar e manter a continuidade do trabalho. Neste sentido, a campanha propõe uma ‘provocação’ para as pessoas se visualizarem no lugar de quem está hospitalizado, especialmente em um momento tão complexo quanto o atual, com contatos limitados a profissionais de saúde, apartados de familiares e, também, sem poder interagir com os palhaços, comprometidos em humanizar a experiência da internação.

Até 30 de novembro de 2020, Doutores da Alegria captou aproximadamente 60% do que esperava captar este ano, por meio de doações de empresas e pessoas.

“Apesar do doloroso impacto sofrido pelo setor cultural e do sentimento de consternação que acomete o Brasil, Doutores da Alegria avalia que, desde foi decretada a pandemia e o isolamento social, foi vitoriosa em adaptar suas intervenções artísticas para os pacientes para o campo virtual. No entanto, o prolongamento da pandemia e a indefinição quanto à liberação de recursos impõem a busca urgente por recursos financeiros para que o trabalho nos hospitais não seja suspenso. Por isso, neste momento, estamos recorrendo ao nosso público e a todos que se identificam com nossa causa para que apoiem Doutores da Alegria”, afirma Luis Vieira da Rocha, diretor-presidente da associação.

Diante da pandemia, a transformação

Doutores da Alegria transformou seu modelo de atuação desde que foi decretada a situação de pandemia no Brasil, por conta do novo coronavírus. Pela primeira vez em 28 anos, em março de 2020, os palhaços deixaram de visitar presencialmente as alas pediátricas dos doze hospitais atendidos pelo grupo em São Paulo e no Recife*, mas, com a ajuda da tecnologia, seguem levando acolhimento, alegria e esperança para crianças, familiares e profissionais de saúde.

São Paulo (SP): Hospital do Campo Limpo, Hospital Geral do Grajaú, Hospital do Mandaqui, Hospital Santa Marcelina, Hospital Municipal do M’Boi Mirim, Instituto da Criança, Instituto de Tratamento do Câncer Infantil – ITACI, Hospital Universitário da FMUSP; Recife (PE): Hospital da Restauração, Hospital Universitário Oswaldo Cruz e Procape, Hospital Barão de Lucena e Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira – Imip)

Neste período, doze ações emergenciais foram adaptadas especialmente para o formato virtual, inclusive o Plantão Besteirológico, que recria de forma online o atendimento individual às crianças hospitalizadas, agora por meio de tablets e da colaboração de um profissional de cada hospital. Além disso, ações artísticas e formativas exibidas em plataformas de transmissão e nas redes sociais (esquetes, lives e espetáculos), alcançaram mais de 13,7 milhões de pessoas até março de 2021.

Entre janeiro e março de 2020, antes da interrupção do trabalho presencial, 35.855 crianças, acompanhantes e profissionais de saúde já haviam sido atendidos pelo programa de visitas.

Origem e destinação dos recursos

Pela apuração da associação Doutores da Alegria, em 2020, 73% dos recursos que mantém o trabalho vieram de doações de empresas, via leis de incentivo. As doações de pessoas físicas, via leis de incentivo, representaram 4,9% do valor total, e as doações de pessoas físicas diretamente, sem leis sem incentivo, 3,5%. Os demais 19,6% foram arrecadados em ações de marketing, fomentos públicos, serviços e outros.

O trabalho dos 50 artistas, atores profissionais com pesquisa na linguagem da palhaçaria, no entanto, não é voluntário. A associação ainda emprega ainda uma equipe de 30 profissionais multidisciplinares nas áreas técnica, Escola e administrativa.

A totalidade dos recursos obtidos é distribuída entre a realização dos projetos artísticos e os profissionais que atuam pela causa, incluindo artístico, administrativo e operacional.

Doutores da Alegria

Doutores da Alegria é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos que introduziu a arte do palhaço no universo da saúde, intervindo junto a crianças, adolescentes e outros públicos em situação de vulnerabilidade e risco social em hospitais públicos. Fundada em 1991 por Wellington Nogueira, transita pelos campos da saúde, da cultura e da assistência social e reforça a cultura como um direito de todos.

Em 2016, Doutores da Alegria se reposiciona a partir de uma nova governança e uma nova tarefa institucional que reforça a cultura como um direito de todos.

Desenvolve o Programa de Palhaços em 12 hospitais de São Paulo e Recife. No Rio de Janeiro, com o projeto Plateias Hospitalares, mantém uma programação artística permanente e diversa em sete hospitais. A Escola Doutores da Alegria traz formações diversas para o público em geral e para artistas e, entre suas iniciativas, se destaca o Programa de Formação de Palhaço para Jovens.

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