Nutricionistas dão dicas para quem não abre mão do chocolate

A incerteza e o medo causados pelo novo coronavírus têm afetado diretamente o humor do brasileiro. Segundo a organização mundial de saúde (OMS), o Brasil é considerado o país mais ansioso do mundo. E que a ansiedade e o consumo de chocolate estão ligados não é novidade para ninguém. Rico em flavonoides, o doce tem o poder de aliviar a ansiedade, prevenir a depressão, promover bom humor e bem-estar, além de ajudar na concentração e no raciocínio.

A Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab), estima que no Brasil sejam consumidos uma média de 2,6 quilos de chocolate por pessoa anualmente. Com a proximidade da Páscoa e seus tradicionais ovos de chocolate, o consumo tende a aumentar, mas é preciso atenção para incluir o doce na dieta de forma saudável.

Segundo a professora e coordenadora do curso de Nutrição da Estácio, Sandra Marinho, o cacau presente no chocolate é considerado um alimento funcional e não deve ser visto como vilão, porém é necessário atentar para a concentração presente no doce. “O brasileiro, culturalmente, prefere a doçura do chocolate ao leite, que tem menos teor de cacau, mais açúcar e menor valor nutricional. O ideal é consumir aqueles com concentração igual ou superior a 65% de cacau”, explica.

Isso porque o cacau possui algumas substâncias como a teobromina capaz de realizar vasodilatação, melhorando a circulação sanguínea. Além disso, ele também é considerado antioxidante e anti-inflamatório. Sobre a quantidade diária adequada de chocolate a ser consumida, a também professora do curso de nutrição da Estácio, Camila Ávila, diz que não existe um consenso e dá algumas dicas:

  • Evite aqueles que possuam em sua fórmula adoçantes como sacarina, ciclamato e aspartame;
  • Compre o que tiver menor quantidade de açúcar. Mesmo que tenha 70% de teor de cacau, é preciso evitar aqueles que têm o açúcar em primeiro lugar na lista de ingredientes;
  • Evite também aqueles que possuam gordura vegetal hidrogenada (a chamada gordura “trans”) ou que contenham gordura anidra de leite: “É importante ficarmos de olho na lista de ingredientes. O primeiro item deve ser cacau, massa de cacau ou manteiga de cacau e o açúcar deve estar mais para o fim da lista”, afirma Camila;
  • Evite os chocolates brancos. Apesar de não conter cafeína, o doce não tem adição de cacau. A produção é feita basicamente com manteiga de cacau. O chocolate branco também contém grandes quantidades de açúcar.

“O consumo exagerado do doce pode ocasionar excesso de peso, aumento da glicemia e triglicerídeos, elevação de pressão arterial, hipercolesterolemia, diabetes tipo 2, doenças coronarianas, entre outros problemas”, completa Camila Ávila, ressaltando que a introdução de açúcar na alimentação das crianças não deve jamais ser feita antes dos 2 anos de idade.

Para este público, o ideal é que o chocolate tenha, pelo menos, 50% de teor de cacau em sua composição e seja livre de açúcares. “O mais indicado é tentar introduzir na alimentação criança, desde cedo, hábitos mais saudáveis. Acostumá-la com o sabor mais amargo do chocolate com maior concentração de cacau é um ótimo caminho para evitar o consumo excessivo de açúcar no futuro”, afirma Sandra Marinho.

Os tipos de chocolate e suas principais diferenças:

Chocolate branco – não tem cacau e tem mais açúcar e gordura;

Chocolate ao leite – é o mais comum e possui cacau, leite e açúcar em sua composição;

Chocolate Ruby ou rosa – é um novo tipo de chocolate que contém 47,3% de cacau, leite e açúcar. Sua coloração rosa é natural, pois é feita a partir do grão de cacau Ruby, e não possui aromatizantes nem corantes. Além disso, tem um sabor característico de frutos vermelhos;

Chocolate meio amargo – é o que tem 40 a 55% de cacau, pouca quantidade de manteiga de cacau e açúcar;

Chocolate negro ou amargo – é o que tem mais cacau, entre 60 a 85%, e menos açúcar e gordura.

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