Uso de repelente deve ser moderado: dermatologista alerta para cuidado com as crianças

A preocupação com o combate ao mosquito Aedes aegypti já é antiga, mas o recente número crescente de casos de vírus Dengue e Chikungunya aumentam a atenção das pessoas com relação à prevenção da doença. 

Segundo a dermatologista Cláudia Magalhães, a população deve ficar atenta ao uso correto do repelente, principalmente com as crianças. A norma do Ministério da Saúde (MS) e da Anvisa é que bebês abaixo dos seis meses não utilizem nenhum tipo desse produto, apenas as barreiras de proteção – roupas de manga comprida etc. Crianças entre seis meses e dois anos de idade podem usar repelentes à base de IR 3535, e as com faixa etária entre dois e 12 anos, repelentes a base de DEET com concentração de 10% ou então a Icaridina, também de uso infantil.

A concentração de DEET significa a duração da proteção do repelente, ou seja, de quanto em quanto tempo o produto precisa ser reaplicado, e não se ele é mais ou menos eficaz. “Um produto que possui uma concentração maior, não significa que seja melhor, apenas sugere uma frequência menor de aplicação e os que possuem uma concentração menor, sugerem uma frequência maior de aplicação. O repelente deve ser usado três vezes ao dia em crianças e em adultos, a orientação é que não se passe mais de quatro vezes por dia”, explica a dermatologista. 

Filtro Solar primeiro; depois o repelente: A dermatologista Cláudia Magalhães diz que o filtro solar deve ser aplicado antes do repelente, com um intervalo de pelo menos 15 minutos para que o filtro seja absorvido pela pele com posterior aplicação do repelente.

A médica também alerta sobre os cuidados que se deve ter na hora de passar o repelente nas crianças. “Não permita que crianças menores de 10 anos se auto apliquem o produto, sempre é preciso ter supervisão de um responsável. Não aplique nas mãos, nem ao redor dos olhos e da boca, pois pode ser tóxico se ingerido. Não respire ou engula o produto. Não aplicar o repelente onde há quebra de barreira, por exemplo, feridas, machucados”, acrescenta.

Com as diversas opções nas gôndolas dos mercados, são muitas as dúvidas sobre qual tipo de produto escolher. Segundo Cláudia, não existe comprovação científica de que uma marca seja melhor do que outra ou que haja diferença entre as formas aerossol, creme ou líquido. “Recomenda-se que as pessoas devam ficar a mais de dois metros de distância de repelentes elétricos ou de fumaça, que liberam substâncias no ar, principalmente em ambientes fechados”.

Alergia às picadas: Caso a pele seja picada pelo mosquito, o uso de hidratantes com efeito cicatrizante e anti-coceira pode dar um certo alívio para algumas pessoas. “A boa higienização do local é fundamental, eliminando sujeiras e a possibilidade de infecções serem desencadeadas”, diz Cláudia Magalhães

Para alergias aos voadores, a base de tratamento mais importante é a aplicação nas feridas (lesões) de pomadas e cremes a base de corticóide e o uso de antialérgicos (anti-histamínicos) orais. A indicação de antibióticos apenas é feita em poucos casos, quando ocorre infecção secundária. Mais informações no @clinicaclaudiamagalhaes. 

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