Por que as empresas devem investir em programas de apoio à Primeira Infância?

Crianças vivem uma explosão de desenvolvimento até os seis anos de idade. É o auge da atividade cerebral, com um milhão de conexões por segundo e potencial gigantesco para o aprendizado. Além de essa fase ser crucial no crescimento de meninas e meninos, o investimento na chamada primeira infância é, também, uma missão da empresa. São elas, afinal, as responsáveis por criar um bom ambiente de trabalho para mães e pais em seus quadros — e, assim, ajudar a transformar a sociedade.

No dia a dia, é uma preocupação que se revela positiva não apenas para funcionários e sociedade em geral, mas também para as próprias empresas, que se tornam mais atraentes na hora de recrutar talentos e têm a reputação elevada no mercado.

Segundo o diretor executivo do Primeira Infância Plantar Amor (PIPA), Rogério Moraes, já que o governo não tem condições de arcar com toda a responsabilidade da educação infantil. O setor privado precisa assumir protagonismo nessa área, especialmente na promoção de boas condições sociais para que as famílias possam oferecer atenção e cuidado para as crianças.

“Basta observar que as práticas empresariais têm impacto positivo, mas são insuficientes para levar a mudanças sociais efetivas”. Ele defende que as empresas se engajem em campanhas, por vezes simples, mas de grande impacto.

Do ponto de vista econômico, afirma o vencedor do Nobel de Economia, o norte-americano James Heckman, o apoio à primeira infância gera um retorno de 7 a 10% ao ano por reduzir gastos com os sistemas educacional, de saúde e penal – o que pode significar a quebra do ciclo de pobreza e consequente diminuição da desigualdade.

Para as empresas que implantam programas voltados ao tema, as vantagens são muitas.

Colaboradores que sabem que seus filhos estão sendo bem cuidados se concentram mais no serviço, atesta uma pesquisa da organização empresarial americana ReadyNation. E o impacto não se resume apenas ao aumento da produtividade. A retenção de talentos é outra consequência de uma agenda pró-cuidados com a primeira infância.

E ela afeta diretamente a saúde econômica do negócio, diminuindo o custo da rotatividade, que varia entre 50 e 200% do salário anual de um funcionário com gastos que envolvem a busca de novos profissionais, seu treinamento e a perda de produtividade durante o período de adaptação.

Sobre o PIPA:

A plataforma foi viabilizada pela Viana & Moura Construções, que apresenta na plataforma “PIPA – Primeira Infância, Plantar Amor”, uma série de medidas para atender a demanda de cuidadores primários por suporte social e educacional para crianças de zero a seis anos.

O PIPA foi concebido em Caruaru (PE), no ano de 2018, como um projeto de visitação domiciliar para apoio ao desenvolvimento infantil aos filhos de colaboradores com idade de zero a 6 anos. No geral, o programa contribui na busca por solução de problemas pautados no desenvolvimento infantil, por acreditar que crianças felizes e saudáveis são protagonistas para a evolução da humanidade e da transformação para um mundo melhor.

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