Ozonioterapia como aliada no aumento da imunidade

Prevenir é o melhor remédio. Hoje, a maioria das pessoas sabe que fortalecer a imunidade pode evitar ou ajudar a combater diversas doenças. Para isso, uma alimentação equilibrada, praticar exercícios e ter uma boa noite de sono são práticas recomendadas pelos profissionais de saúde. Mas há também algumas alternativas que podem somar para o fortalecimento do nosso organismo, como a ozonioterapia. O procedimento ganhou destaque como uma “novidade” e levanta algumas dúvidas, mas é usado há muito tempo.

“A ozonioterapia é uma técnica onde o gás ozônio é utilizado de alguma maneira no corpo do paciente para desencadear diversos efeitos positivos. Essa terapia é utilizada desde a Segunda Guerra Mundial, quando a Alemanha levava geradores de ozônio para tratamento de soldados feridos”, explica a especialista e professora do curso de habilitação em ozonioterapia da Faculdade IDE, Jynani Pichara. A alternativa pode trazer muitos benefícios para o organismo, principalmente para quem busca ficar mais forte para enfrentar qualquer tipo de enfermidade que possa surgir.

“O ozônio, quando feito por alguma via sistêmica, desencadeia diversas cascatas benéficas no nosso organismo. Por causar um estresse oxidativo controlado e agudo, ele consegue fazer a estimulação de enzimas antioxidantes e essas enzimas ajudam na redução do estresse oxidativo, fazendo com que o organismo consiga responder melhor a processos inflamatórios e/ou infecciosos. O procedimento também ajuda na oxigenação corporal, entre vários outros aspectos. Esse é um dos motivos pelo qual a ozonioterapia pode melhorar o sistema imunológico”, revela a biomédica que atua com a técnica há mais de sete anos.

“Existem três principais formas da utilização do gás: tópica, sistêmica e local. A via tópica é realizada através dos óleos ozonizados, água, cosméticos e bag, onde colocamos o ozônio sempre na parte externa (lesões, feridas cutâneas, etc.). A via sistêmica é a aplicação do gás ozônio para ação no corpo todo. Pode ser feito pela via retal, endovaginal e/ou auto hemoterapia ozonizada. Já as aplicações locais são feitas diretamente na região afetada, usando as vias subcutânea, intradérmica, articular, entre outras. Para imunidade, a via de escolha é sempre sistêmica, mas é muito importante destacar que uma avaliação muito criteriosa deve ser realizada pelos profissionais para entender a melhor via, a melhor concentração e o volume ideal para o paciente”, revela.

O volume do gás e a quantidade de sessões que cada paciente precisa depende muito do seu estado de saúde e da sua necessidade. “Pode ser que o profissional indique para o paciente um protocolo diário, duas vezes por semana ou semanal. O profissional, após anamnese, vai definir essa ordem nas sessões. A quantidade de sessões também depende muito do quadro. O tempo que a técnica será realizada será definido de acordo com a necessidade do paciente. Não existe um tempo mínimo ou máximo para que novas sessões sejam realizadas”, esclarece a biomédica.

O procedimento é versátil e não é só a imunidade que pode ser beneficiada pela ozonioterapia, outras áreas também ganham. “Essa terapia tem crescido cada dia mais entre os profissionais da estética, por exemplo, por ajudar nos tratamentos contra gordura localizada, celulite, marcas de expressão, entre outros. É uma terapia que vem crescendo muito como coadjuvante nos tratamentos de feridas, lesões articulares, hérnias de disco, doenças auto imunes, entre várias outras. Hoje, já existem comprovados mais de 200 quadros patológicos tratados com ozonioterapia”, revela a professora do curso de ozonioterapia da Faculdade IDE.

Contra indicações: A busca pelas vantagens que o procedimento traz tem crescido, mas não é todo mundo que pode fazer. “Nem todas as pessoas podem fazer. Existem algumas contra indicações que impedem alguns pacientes de receberem a ozonioterapia por vias sistêmicas e locais, porém as vias tópicas não possuem contra indicações. Alguns quadros patológicos são contra indicados para a ozonioterapia, como a deficiência de uma enzima chamada G6PD ou Glicose 6 fosfato desidrogenase. Outra contra indicação é o hipertireoidismo e também gravidez até o terceiro mês”, adverte a professora do curso de ozonioterapia da Faculdade IDE.

Profissionais habilitados: Assim como não é todo mundo que pode passar pela terapia, não é todo profissional de saúde que pode atuar neste ramo. Atualmente, no Brasil, as classes autorizadas a fazer ozonioterapia são: médicos, dentistas, fisioterapeutas, biomédicos, farmacêuticos, enfermeiros e veterinários. Inclusive, para profissionais de farmácia, o curso da Faculdade IDE é o único de Pernambuco credenciado pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF). “É muito importante destacar que esses profissionais somente estarão habilitados a tal atuação quando fizerem um curso com as devidas exigências de seus conselhos”, finaliza a biomédica e professora do curso de ozonioterapia da Faculdade IDE, Jynani Pichara.

FACULDADE IDE – A Faculdade IDE, mantida pelo Instituto de Desenvolvimento Educacional, desde 2006, promove pós-graduações na área de saúde, contando com mais de 120 cursos nas áreas de medicina, enfermagem, farmácia, fisioterapia, nutrição, educação física, psicologia e fonoaudiologia. Autorizada pelo MEC, na portaria nº 852, de 30/12/18, passou a oferecer também graduações, como de Estética e Recursos Humanos. Com matriz no Recife e atuação no interior de Pernambuco, como Caruaru, Garanhuns e Petrolina, tem unidades também espalhadas por vários estados do Norte e Nordeste, como Ceará, Bahia, Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Norte e Belém. Mais informações (81) 3465.0002, 0800 081 3256 e www.faculdadeide.edu.br.

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